SONETO DA INDIFERENÇA
Não há mais dia nem noite em minha vida,
percebo o tempo com tanta indiferença,
que minhas horas vão sendo consumidas,
sem qualquer ato de fé ou de descrença.
Um mal congênito, talvez, uma doença,
ou uma síndrome fatal, desconhecida,
impôs-me ao corpo a cruel sentença,
de ter a alma sem paz e deprimida.
Dias? Meses? Semanas? Não me importa!
Cronologia nenhuma explica as vezes
que a tristeza bateu em minha porta...
Provém essa tristeza, que me faz assim,
daqueles indesejados nove meses,
que geraram a mágoa, que gerou a mim.
Não há mais dia nem noite em minha vida,
percebo o tempo com tanta indiferença,
que minhas horas vão sendo consumidas,
sem qualquer ato de fé ou de descrença.
Um mal congênito, talvez, uma doença,
ou uma síndrome fatal, desconhecida,
impôs-me ao corpo a cruel sentença,
de ter a alma sem paz e deprimida.
Dias? Meses? Semanas? Não me importa!
Cronologia nenhuma explica as vezes
que a tristeza bateu em minha porta...
Provém essa tristeza, que me faz assim,
daqueles indesejados nove meses,
que geraram a mágoa, que gerou a mim.