Id
Ide em paz ao avesso da sina,
Que a propina reside no fato
Que sou mato, cabide e resina,
Anilina sem preço ou regato.
E qual rato já cego, revide!
Invalide esta voz que reclama,
Que não ama o após ou duvide.
Não convide o ego que inflama!
Faça a cama com verso e com prego,
Que não nego um poema vazio.
Seja um rio, um emblema, um nós,
Porque a sós sou reverso dos nós,
Tão feroz quanto a ti que é meu rio,
E eu teu brio que ri feito lego.