Id

Ide em paz ao avesso da sina,

Que a propina reside no fato

Que sou mato, cabide e resina,

Anilina sem preço ou regato.

E qual rato já cego, revide!

Invalide esta voz que reclama,

Que não ama o após ou duvide.

Não convide o ego que inflama!

Faça a cama com verso e com prego,

Que não nego um poema vazio.

Seja um rio, um emblema, um nós,

Porque a sós sou reverso dos nós,

Tão feroz quanto a ti que é meu rio,

E eu teu brio que ri feito lego.

Amargo
Enviado por Amargo em 19/06/2008
Reeditado em 19/06/2008
Código do texto: T1041679
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