"Emma", de Jane Austen

 

Lançado originalmente em 1815, “Emma” foi o último romance publicado em vida por Jane Austen. A obra tem por foco a personagem-título, uma jovem da aristocracia rural que, sem muitas atividades além da tarefa diária de acompanhar o pai já idoso, formula casais dentre as pessoas pertencentes ao seu meio social. Esse “divertimento” nem sempre dá certo, o que coloca Emma em situações constrangedoras e mexe com os sentimentos das moças e dos rapazes envolvidos na confusão.

 

O livro apresenta a perspicaz e admirável análise social elaborada por Jane Austen. Retrata, também, as diferenças sociais entre as pessoas, revelando as variações de importância entre indivíduos e famílias.

 

Há, ainda, características recorrentes a personagens existentes em outros títulos pertencentes à bibliografia da autora, tal qual o Sr. Knightley, cujo bom senso representa a razão no decorrer da narrativa e, creio eu, a voz de Jane Austen.

 

Para mim, é um livro excelente, pois reúne elementos de análise comportamental, de romance histórico, de suspense e de reviravoltas, condições que valorizam muito um texto. Outrossim, a construção de personagens verossímeis e carismáticos mantém o bom andamento da história.

 

Por tudo isso, “Emma” é recomendado para aqueles que gostam de boas leituras românticas, com envolventes figuras dramáticas, com os quais há várias passagens em que se esmiúça os seus estados psíquico e emocional, sem falar do exame da conduta destes, o que constitui, inclusive, o estudo do funcionamento da sociedade em que a autora se encontrava inserida.