Maravilhoso! Maravilhoso! Simplesmente maravilhoso! O livro em questão é uma verdadeira obra-prima, lapidada com extremo cuidado, pensada em cada detalhe.

 

A capa de "O Tango da Velha Guarda" já atrai. Nela há uma fotografia em preto e branco da inigualável atriz Grace Kelly, no Hotel Carlton, em Cannes, durante o Festival de Cinema de 1955. O título também é intrigante, pois remete ao sedutor estilo musical e suas raízes.

 

O enredo aborda os encontros e desencontros entre Max Costa, um dançarino de tango golpista, e Mecha Inzunza, uma belíssima dama da alta sociedade, ocorridos em três momentos distintos da trajetória humana no século XX.

 

A obra cresce a cada página. Gradativamente, a leitura convida e estimula a virada das folhas de papel. O leitor envolve-se com a história, com os personagens, além de enxergar as situações, sentir os odores, ouvir as canções, experimentar as sensações.

 

Verdadeiramente, sem qualquer sombra de dúvida, é um dos melhores títulos que já li. E uma preciosa sugestão do saudoso e genial David Coimbra — provavelmente uma das últimas que fez em suas colunas no jornal Zero Hora.