O Rosário por São João Paulo II

 

O ROSÁRIO POR SÃO JOÃO PAULO II

Miguel Carqueija

 

Resenha do opúsculo “Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae”, pelo Papa João Paulo II (“do Sumo Pontífice João Paulo II ao episcopado, ao clero e aos fiéis sobre o Rosário”). Edições Paulinas, “A voz do Papa” volume 183, São Paulo-SP, 10ª edição, 5ª reimpressão, 2018.

 

Neste pequeno volume de 60 páginas e capa cor-de-abóbora, o Papa João Paulo II, hoje reconhecido como santo (foi canonizado pelo Papa Francisco), elabora uma notável explicação sobre o Santo Rosário, a grande devoção da Igreja Católica, recomendada por tantos papas e tantos santos.

Karol Wojtyla, ou seja, João Paulo II, explica as três sequências tradicionais: mistérios gozosos, mistérios dolorosos e mistérios gloriosos, às quais ele próprio acrescentou os mistérios luminosos.

Como se sabe, na oração do Terço (uma das sequências; hoje seria o Quarto, mas a tradição chama de Terço e creio que assim permanecerá) inicia-se com o Credo, Pai Nosso, cinco Ave-Marias e Gloria ao Pai e uma Jaculatória, seguindo-se as cinco dezenas. Cada dezena inicia-se com um Pai Nosso, seguem-se dez Ave-Marias, depois o Glória e uma ou várias jaculatórias finais. E depois das cinco dezenas — cada uma representativa de um mistério — termina com a Salve Rainha.

O papa deixa bem claro o fato de que o Rosário é cristocêntrico. Tudo nele tem Jesus Cristo como centro:

“Uma coisa é clara! Se a oração da Ave-Maria se dirige diretamente a Maria, com ela e por ela, é para Jesus que, em última análise, vai o ato de amor. A repetição alimenta-se do desejo de uma conformação cada vez mais plena de Cristo, verdadeiro “programa” de vida cristã. São Paulo enunciou esse programa com palavras cheias de ardor: “Para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fl 1,21). E ainda: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). O Rosário ajuda-nos a crescer numa conformação até à meta da santidade.”

Realmente cada um dos quinze (agora vinte) mistérios indica um fato importante sobre a história de Jesus e sobre a Virgem Maria, que sempre é indicativa de Cristo, como sua Mãe Imaculada.

Com seu estilo límpido e claro, João Paulo II observa que os mistérios são da alegria (gozosos), da luz (luminosos), da dor (dolorosos) e da glória (gloriosos).

O texto fala também no Beato Bártolo Longo, em São Luís Maria Grignon de Montfort (autor do “Tratado da verdadeira devoção à Virgem Maria”) e São Pio de Pietrelcina, grandes adeptos do Rosário. E também de diversos papas, como Leão XIII e Paulo VI, que difundiram a devoção.

Como sabemos, a própria Nossa Senhora em suas aparições pede insistentemente a reza diária do Terço. Portanto, essa carta apostólica é de excepcional importância para a humanidade.

 

Rio de Janeiro, 26 de outubro de 2022.