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Kushner, Harold S. Quando coisas ruins acontecem às pessoas boas / Harold S. Kushner : trad. Francisco de Castro Azevedo. - São Paulo : Nobel, 1988.

s1. Deus - Onipotência 2. Religião - Filosofia 3. Sofrimento 4. Teodicéia
http://agrutadolou.com.br/livros/Quando_Coisas_Ruins.pdf
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    Gostei demais do CAPITULO 6: "Deus ajuda aos que param de castigar-se" (p.32), pela dosagem de direta e simples abordagem psicoteológica do sofrimento das pessoas e seu luto e problemas e dificuldades do cotidiano e suas miragens patológicas quanto à vontade de Deus - eterno culpado de nossas frustrações e perdas (teologicamente incorreto e peso para muitos: porque não está coerente com a visão cristã de que Deus é amor e perdão...).
      Com Isso, desmistifica a falsa imagem de Deus em nós e humaniza a sua concepção em Jesus como parceiro real e tangível da existência humana...
 Comentários de J B Pereira
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QUANDO COISAS RUINS ACONTECEM ÀS PESSOAS BOAS é um livro de profunda ressonância
nos agitados tempos modernos. Não foi escrito para defender ou explicar Deus. Dirige-se àqueles que
desejam acreditar na bondade e justiça divinas, mas não conseguem conciliar tal crença com a dor do ser
humano.

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" Há alguns anos, oficiei os funerais de uma mulher de 38 anos, que morrera de leucemia, deixando
marido e um filho, um rapaz de 15 anos. Ao entrar na casa da família, após o enterro, ouvi uma tia dizer ao
rapaz: "Não se sinta mal, Barry. Deus levou sua mãe porque estava precisando mais dela agora do que você."
Concedi à tia o benefício da dúvida: certamente ela procurava fazer Barry sentir-se melhor. Esforçava-se
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para, de alguma forma, dar sentido ao horrível e trágico evento. Mas achei que havia nas duas sentenças pelo
menos três erros básicos.
Em primeiro lugar, ela pediu a Barry que não se sentisse mal. Mas como poderia ele sentir-se bem no
dia dos funerais de sua mãe? Por que haveria ele de fugir aos sentimentos honestos de dor, frustração e
perda? Por que deveria censurar sentimentos honestos e legítimos para que a ocasião fosse menos penosa aos
outros?
Em segundo lugar, explicou a morte da mãe como se Deus a tivesse levado. Não penso assim. A
explicação não se encaixa na minha compreensão de Deus e acabaria fazendo com que Barry, ressentido
contra Deus, ficasse menos aberto ao conforto que a religião poderia proporcionar.
O terceiro engano, mais sério que os outros dois, sugeria que Deus levara a mãe de Barry, porque Ele
precisava dela mais do que o filho. Acho que entendi o que ela estava querendo dizer: que a morte da
cunhada se enquadrava de algum modo nos desígnios de Deus. Suspeito, porém, de que não foi esta a
mensagem que Barry captou. O que Barry ouviu foi: "É sua culpa se sua mãe morreu. Você não precisava
dela o suficiente. Se você precisasse um pouco mais dela, estaríamos com ela ainda viva."
Dá para imaginar o que significa ter 15 anos de idade, iniciar os primeiros passos vacilantes em direção
à independência, amar e precisar de seus pais mas mostrar impaciência pelo fato de depender deles,
aguardando ansiosamente o dia em que poderá superar a necessidade que sente deles e ser completamente
autônomo? Se Barry era um típico rapaz de 15 anos, ele comia o alimento que seus pais compravam e preparavam
para ele, vestia as roupas que lhe adquiriam, morava em um quarto da casa deles, pedia-lhes que o
levassem de carro aonde desejava ir e sonhava com o dia em que tudo isto não seria mais necessário. Então,
repentinamente morre sua mãe, e a tia explica-lhe sua morte dizendo: "Você não precisava dela o bastante;
foi por isso que ela morreu." Não era isto que ele precisava ouvir naquele dia.
Tive de passar muitas horas com Barry, suplantando o peso da raiva inicial que ele nutria contra o
representante do Deus cruel que lhe arrebatara a mãe, passando por cima de sua relutância em discutir um
assunto doloroso que ele temia acabasse incriminando-o. Tive de persuadi-lo que a morte da mãe não fora
sua culpa. Ela não morreu porque ele a ofendera, negligenciara suas obrigações ou desejara ver-se livre dela.
Ela morreu porque tinha leucemia. Disse-lhe que não sabia por que sua mãe tinha leucemia. Não sabia por
que alguém contraía tal doença. Mas acreditava, da maneira mais forte possível, que Deus não queria punilos,
nem a ele e nem a ela. Disse para Barry o que penso que as pessoas religiosas deveriam dizer aos que
sofrem os rudes golpes da vida: "Não foi sua culpa. Você é uma pessoa boa e decente, que merece coisas
melhores. Posso entender que você se sinta magoado, confuso, com raiva contra o que aconteceu, mas não há
razão para culpa. Como um homem de fé, vim aqui em nome de Deus, não para julgá-lo, mas para ajudá-lo.
Você deixará que eu o ajude?"
Sempre que coisas ruins acontecem a pessoas boas, é provável que surja o sentimento de que
poderíamos ter evitado a desgraça se tivéssemos agido de outro modo. E existirão quase certamente
sentimentos de raiva. Parece instintivo ficarmos com raiva quando somos feridos. Se dou uma topada contra
uma cadeira, sinto raiva da cadeira por estar ali e de mim por não-olhar o lugar onde andava. Quando nos
sentimos feridos e com raiva, é importante perguntar o que fazer com nossa raiva.
Linda, uma conselheira escolar, chegou à casa certa tarde e encontrou seu apartamento saqueado.
Levaram o televisor e a aparelhagem de som. As jóias, presenteadas por sua avó, não estavam mais lá.
Roupas espalhadas por todo canto; a gaveta onde guardava suas roupas íntimas no chão, vazia. Linda ficou
mais chocada por essa invasão de sua privacidade que pelos prejuízos. Sentindo-se quase que fisicamente
violada, caiu sobre uma poltrona e chorou diante da injustiça disto tudo. Uma mistura complicada de
emoções a invadiu. Sentia-se ferida, envergonhada sem saber por quê, com raiva de si própria por descuidar
da segurança do apartamento, com raiva do emprego que a mantinha longe de casa e permitia a livre ação
dos arrombadores, deixando-a ainda emocionalmente esgotada demais para suportar este peso adicional.
Sentiu raiva contra o síndico do edifício e os policiais da esquina por não protegerem melhor sua
propriedade, raiva contra a cidade por ter tantos criminosos e marginais, raiva contra o mundo em geral por
ser tão injusto. Ela fora magoada e achava-se profundamente transtornada, porém, confusa, não sabia contra
quem dirigir sua raiva.
Por vezes, nossa raiva é dirigida contra o responsável direto pelo que nos acontece: o chefe que nos
demite, a esposa que nos larga, o motorista que provoca o acidente. Outras vezes, como nossa raiva é grande
demais para ser contida, temos de encontrar alguém em quem descarregar, seja tal pessoa culpada ou não,
convencendo-nos de que ela poderia ou deveria ter evitado a tragédia. Já ouvi pessoas falarem sobre a
morte, ocorrida há mais de 10 anos, de uma esposa ou filho, tornando-se tais pessoas, no decurso da
narração, tão iradas quanto ficaram há 10 anos contra o médico que chegou atrasado ou errou no
diagnóstico.
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O que mais constrange em tais ocasiões são as acusações mútuas entre marido e mulher depois da
morte de um filho. "Por que você não tomou conta dele com mais cuidado?" "Por que você não se
encontrava em casa, deixando-me um pouco mais livre de tudo o que tinha de fazer?" "Talvez se você o
tivesse alimentado melhor..." "Se ele não tivesse se resfriado naquela estúpida pescaria..." "Pelo lado de
minha família, ele sempre teve saúde; seus parentes é que têm tendência à doença." Um homem e uma
mulher que se amam magoam-se profundamente. Magoados, tornam-se irados, dirigindo sua raiva contra o
alvo mais próximo.
Caso semelhante, embora não tão trágico, é o do homem que perde o emprego e descarrega sua raiva na
mulher. Ela teria feito com que ele se distraísse em seu trabalho com problemas de casa, ela o teria
desmoralizado não dando atenção devida ao patrão ou cliente importante.
Por vezes, quando não encontramos outra pessoa sobre quem descarregar nossa raiva, voltamo-nos
contra nós mesmos. Os manuais definem depressão como "raiva contida, que não é orientada contra um
objeto externo". Acho que todos conhecemos pessoas que ficaram deprimidas depois de uma morte, um
divórcio, uma rejeição ou perda de emprego. Permaneciam em casa, dormiam até o meio-dia, descuidavam a
aparência pessoal e recusavam todas as mostras de amizade. Isto é depressão — nossa raiva dirigida contra
nós mesmos. Quando nos incriminamos, nosso desejo é magoar-nos, para nos punirmos pelo que nos
aconteceu.
E por vezes ficamos com raiva de Deus. Como fomos educados na crença de que tudo sucede por
vontade dEle, consideramo-Lo responsável pelo que aconteceu ou, no mínimo, por não tê-lo impedido.
Pessoas religiosas deixam de ser religiosas, talvez porque achem que as orações e as cerimonias não mais
exprimem seus sentimentos ("por que tenho de dar ação de graças?"), talvez como uma maneira de "ficar
quites com Deus". E não raro a tragédia faz de um incrédulo um religioso irado e desafiador. "Eu tinha de
acreditar em Deus", disse-me um homem certa vez, "para ter alguém a quem censurar, contra quem
blasfemar e esbravejar, quando me parecesse que meu mundo estava caindo aos pedaços."
No romance A Promessa, Chaim Potok conta a história de um rapaz que perdeu a razão por não poder
controlar a raiva contra seu pai. Michael Gordon ama e admira tanto o próprio pai que não pode encarar o
fato de frequentemente ficar ressentido e ter raiva dele. O psiquiatra, Danny Saunders, é a pessoa indicada
para ajudar Michael por ter sofrido na pele os sentimentos ambivalentes de amor-ódio-admiração-raiva
contra um pai poderoso, admirável e dominador, tendo superado com êxito tais sentimentos. Um dos
personagens secundários mais fascinantes de A Promessa é o Rabino Kalman, professor no seminário
rabínico frequentado pelo melhor amigo de Danny (que é o narrador do livro). O Rabino Kalman é um
sobrevivente do Holocausto. Sua esposa e filhos morreram nos campos de concentração. É um judeu rigidamente
ortodoxo, que considera pecado até mesmo questionar acerca de Deus e sobre a maneira como Ele
age. Deve-se acreditar de todo coração, sem dúvidas.
Embora Potok não tenha explicitado claramente, eu entendo que o personagem do Rabino Kalman está
em paralelismo com os de Danny Saunders e Michael Gordon. Da mesma forma que Michael ficou doente
por não poder lidar com a raiva contra o pai, o Rabino Kalman tornou-se um tirano, sem qualquer simpatia
humana, por não poder enfrentar sua raiva contra o Pai Celestial. O Rabino Kalman não admite dúvidas ou
questionamentos sobre Deus porque sabe, no fundo de sua mente, o quanto está furiosamente irado contra
Deus pela morte de sua família e, também, porque sabe que qualquer questionamento sobre Deus acabará em
uma colérica explosão contra Deus, podendo acarretar até mesmo a rejeição de Deus e de toda a religião. E
ele não pode correr tal risco. Acaso temeria o Rabino Kalman que sua raiva, se liberada, fosse tão forte que
acabaria por destruir Deus? Ou não estaria ele temeroso de que, se de algum modo deixasse transparecer sua
enorme ira, Deus o punisse ainda mais?
No romance, Michael fica curado quando aprende a não temer a própria raiva. Sua raiva é normal,
compreensível e muito menos destrutiva do que ele imagina. Compreende, para seu grande alívio, que não
há nada de errado em zangar-se contra pessoas a quem se ama. Mas ninguém diz ao Rabino Kalman que não
há nada de errado em zangar-se com Deus.
Na verdade, zangar-se contra Deus não O magoa nem O leva a tomar medidas contra nós. Se nos faz
bem jogar nossa raiva contra Ele em uma situação dolorosa, somos livres de fazê-lo. A única coisa de errado
nisto é que Deus não tem culpa nenhuma.
Que fazer com nossa raiva quando somos magoados? O ideal, se estiver ao nosso alcance, será ficar
com raiva da situação, e não contra nós mesmos, ou contra aqueles que poderiam tê-la evitado ou estão
conosco tentando ajudar, ou contra Deus que a teria permitido. Sentir raiva de nós mesmos nos deixa
deprimidos. Sentir raiva de outras pessoas afasta-as de nós, dificultando a ajuda que nos podem dar. Sentir
raiva de Deus erige uma barreira entre nós e as fontes de sustentação e conforto da religião, capazes de nos
levantar em semelhantes ocasiões. Mas sentir raiva da situação, reconhecê-la como algo deselegante,
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desonesto e totalmente imerecido, gritar contra ela, denunciá-la, chorar sobre ela, permite-nos descarregar a
raiva que é parte de nossa mágoa sem dificultar a ajuda que outros nos podem dar.
O ciúme é uma parte quase tão inevitável do sentir-se magoado pela vida como o são a culpa e a raiva.
Como pode alguém tão ferido não ter ciúme das pessoas que não merecem coisa melhor e que receberam
mais? Como pode a viúva não ter ciúmes até mesmo de suas amigas mais íntimas que ainda têm um marido
que volta para casa? Que reação se espera da mulher que ouviu de seu médico que nunca terá filhos, quando
sua cunhada lhe confidencia que algo saiu errado e que está grávida pela quarta vez?
De nada serve combater o ciúme com propósitos moralizantes. O ciúme é um dos sentimentos mais
fortes. Toca-nos profundamente, afetando-nos em pontos delicadíssimos. Os psicólogos fazem as origens do
ciúme remontarem às rivalidades infantis. Quando crianças, competimos com nossos irmãos e irmãs pelo
amor e atenção limitados de nossos pais. É muito importante para nós, não apenas sermos bem tratados, mas
sermos tratados melhor que os outros. O pedaço melhor do frango, a porção maior da sobremesa não
representam apenas uma preocupação pelo alimento — são afirmações simbólicas sobre quais os filhos mais
amados. Esforçamo-nos e competimos para vencer a luta pelo amor, não pelo alimento. (Você sabia que a
primeira menção ao "pecado" na Bíblia aparece não em relação ao fato de Adão e Eva comerem o fruto
proibido, mas em relação ao fratricídio de Abel por Caim, em um acesso de ciúme, por Deus ter preferido as
oferendas de Abel?) Quando crescemos, não superamos por completo os hábitos infantis de competição, da
necessidade de ser continuamente reforçada a certeza de que somos "mais amados", da mesma forma que
jamais superamos totalmente o hábito de pensar em Deus como o "Papai do Céu". Sofrer um acidente ou
uma privação já é em si um grande mal. Padecermos, porém, esses golpes, enquanto as pessoas ao nosso
redor nada sofrem, é ainda pior, por despertar por inteiro a competitividade infantil que está em nós e parecer
uma proclamação de público que Deus nos ama menos que aos outros.
Podemos entender a lógica da afirmação segundo a qual não nos sentimos nem um pouquinho mais
saudáveis quando nossos amigos e vizinhos estão gravemente doentes, nem tampouco temos qualquer prazer
com sua moléstia. Sabemos perfeitamente que continuaríamos solitárias da mesma forma se os maridos de
nossas amigas morressem, e realmente não desejamos que isto aconteça. (Acontecerá um dia, e então
teremos de lutar com nossos sentimentos de culpa por tê-lo desejado.) Podemos saber de tudo isto, e ainda
assim ficamos ressabiados com eles por terem saúde, família, emprego, quando nós perdemos os nossos.
Podemos até compreender que, com o ciúme da boa sorte dos que estão ao nosso redor, só fazemos dificultar
a ajuda que eles nos podem prestar, por sentirem nossa inveja e malquerença. Magoamo-nos muito mais a
nós que aos outros sentindo ciúmes, e o sabemos. Ainda assim o sentimos.
Uma antiga lenda chinesa fala de uma mulher cujo filho único morreu. Em sua dor, ela aproximou-se do
mestre e disse: "De que orações ou de que encantamentos mágicos dispões para trazer de volta a vida de meu
filho?" Em vez de mandá-la embora ou argumentar com ela, ele lhe disse: "Traze-me um grão de mostarda
de um lar que jamais conheceu a tristeza. Nós o usaremos para expulsar a tristeza de tua vida." A mulher
partiu de imediato em busca do grão mágico de mostarda. Primeiro dirigiu-se a uma esplêndida mansão,
bateu à porta e falou: "Estou procurando uma casa que nunca conheceu a tristeza. Esta casa é uma delas? É
muito importante para mim." Responderam-lhe: "Vieste ao lugar errado." E começaram a descrever-lhe as
trágicas coisas que recentemente lhes tinham acontecido. A mulher pensou consigo mesmo: "Quem é capaz
de ajudar a esses infelizes melhor do que eu, que tive minhas próprias desgraças?" E demorou-se algum
tempo confortando-os. Depois prosseguiu na busca de uma casa que nunca conhecera a tristeza. Para onde
quer, porém, que se voltasse, para as choupanas ou para os palácios, ela só encontrava histórias de tristeza e
desgraças. Ao final, ela se envolveu tanto em amenizar a dor das outras pessoas que esqueceu a busca da
semente mágica de mostarda, não percebendo que acabara por expulsar a tristeza de sua vida.
Talvez seja esta a única cura do ciúme — a constatação de que as outras pessoas que invejamos por
terem o que nos falta certamente têm suas próprias feridas e cicatrizes. Elas podem até estar nos invejando. A
mulher casada que tenta confortar a vizinha na viuvez talvez tenha razão para temer que seu marido perca o
emprego. Talvez tenha um filho delinquente com que se preocupar. A cunhada grávida pode ter tido alguma
notícia perturbadora sobre seu estado de saúde. Quando eu era um jovem rabino, as pessoas muitas vezes
resistiam a meus esforços para ajudá-las em suas penas. Quem era eu, jovem, saudável, com um bom
emprego, para chegar e desfiar clichés batidos sobre partilhar a sua dor? Ao longo dos anos, contudo, à
medida que ficaram sabendo da doença de nosso filho e do prognóstico, sua resistência amoleceu. Passaram
a aceitar minha consolação porque não mais tinham razão para invejar minha felicidade em contraste com
sua má sorte. Eu já não era mais o filho predileto de Deus. Era o irmão no sofrimento, e eles podiam ser
ajudados por mim.
Mas todos somos irmãos ou irmãs no sofrimento. Ninguém chega até nós de uma casa que nunca
conheceu a tristeza. Eles vêm para nos ajudar porque também eles sabem o que é ser magoado pela vida.
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Não acho que devamos desafiar uns aos outros com nossos problemas. ("Você pensa que tem
problemas? Deixe-me contar-lhe os meus, e verá como os seus são pequenos.") Este tipo de competitividade
não leva a nada. É tão ruim quanto a competitividade que faz surgir a rivalidade infantil e os primeiros
ciúmes. Os aflitos não estão à procura de um convite para participar das Olimpíadas do Sofrimento. Convém,
todavia, que nos lembremos do seguinte: A angústia e o desgosto não estão distribuídos de maneira
igual no mundo, mas estão distribuídos em larga escala. Cada um leva sua parte. Se conhecêssemos todos os
fatos, muito dificilmente encontraríamos alguém cuja vida seria invejável."
( p. 37- 41)
_________________________
SUMÁRIO

Prefácio à edição brasileira .............................................................. 5
Introdução:
Por que escrevi este livro ............................................................. 6
CAPITULO 1
Por que o justo sofre? ................................ 7
CAPITULO 2
Um homem chamado Jó ...............................................................15
CAPITULO 3
Nem sempre existe uma razão ...............................................................20
CAPÍTULO 4
Não há exceção para os bons ..............................................................23
CAPÍTULO 5
Deus nos deixa espaço para sermos humanos ...................................................................28
CAPITULO 6
Deus ajuda aos que param de castigar-se ..................................................................32
CAPITULO 7
Deus não pode fazer tudo, mas faz coisas muito importantes ..........................................................................41
CAPÍTULO 8
Para que serve então a religião? ...........................................................................47
Agradecimentos ...............52

_________________

RECOMENDO


ORAÇÃO MARIA DESATADORA DOS NÓS


Virgem Maria, mãe de extremo amor e que jamais deixa de socorrer um filho aflito, cujas mãos não param nunca de servir seus amados filhos, pois são movidas pelo amor Divino e pela imensa misericórdia que existe em teu coração, volta o teu olhar compassivo sobre mim e vê o emaranhado de Nós que há em minha vida.

Tu bem conheces o meu desespero, a minha dor e quanto estou amarrado por causa destes Nós.

Maria Mãe que Deus encarregou de desatar os Nós da vida de seus filhos, confio hoje a fita de minha vida em tuas mãos e ninguém, nem mesmo o maligno poderá tirá-la do teu precioso amparo. Em tuas mãos não há Nó que não poderá ser desfeito.

Mãe poderosa, por tua Graça e teu Poder Intercessor junto a Teu Filho, recebe agora em tuas mãos este Nó (mencionar a situação).

Peço-te para desatá-lo trazendo harmonia da situação por todo o sempre.  Vós sois a minha esperança, Ó Senhora, a fortaleza de minhas débeis forças, a liberdade das minhas cadeias.
Protege-me Ó Seguro Refúgio.
Ouve minha súplica.
Guarda-me.
Guia-me.

Maria desatadora de nós roga por mim.

ORAÇÃO DE SÃO BENTO

A Cruz sagrada seja minha Luz
Não seja o Dragão meu guia
Retira-te Satanás
Nunca me aconselhes coisas vãs
É mal o que tu me ofereces
Bebe tu mesmo do teu veneno

Em latim:

Crux Sacra Sit Mihi Lux
Non Draco Sit Mihi Dux
Vade Retro Satana
Numquam Suade Mihi Vana
Sunt Mala Quae Libas
Ipse Venena Bibas
_____

ORAÇÃO DO AMANHECER


Senhor,
no silêncio deste dia que amanhece,
venho pedir-te a paz,
a sabedoria, a força.
Quero olhar hoje o mundo
com olhos cheios de amor,
Ser paciente, compreensivo,
manso e prudente,
ver alem das aparências teus filhos
como tu mesmo os vês e, assim,
não ver senão o bem em cada um.

Fecha meus ouvidos a toda calúnia.
Guarda minha língua de toda maldade.

Que só de bênçãos se encha meu espírito,
Que eu seja tão bondoso e alegre
que todos quantos se achegarem de mim
sintam tua presença.

Reveste-me de tua beleza, Senhor,
e que, no decurso desse dia,
eu não te ofenda
eu te revele a todos.
J B Pereira e http://agrutadolou.com.br/livros/Quando_Coisas_Ruins.pdf
Enviado por J B Pereira em 03/06/2017
Código do texto: T6017624
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
2826 textos (1569582 leituras)
35 e-livros (529 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/04/21 16:31)
J B Pereira