Casa-Grande & Senzala – Características Gerais da Colonização Portuguesa do Brasil: formação de uma sociedade agrária, escravocrata e híbrida.

FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala – Cap. I: Características gerais da colonização portuguesa do Brasil: formação de uma sociedade agrária, escravocrata e híbrida – pg. 03 – 55. 26ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1989.

Introdução

Gilberto Freyre, no livro Casa-Grande & Senzala, revoluciona os estudos no Brasil, tanto pela novidade dos conceitos quanto pela qualidade literária.

As plantações de cana foram o cenário das relações íntimas e do cruzamento das três raças: índios, africanos e portugueses. Além da mobilidade, o português tinha a capacidade de se misturar facilmente com outras raças. Homens sem família, sozinhos, chegavam carentes e começavam a se reproduzir primeiro com as índias e depois com as negras escravas. O branco e o negro se misturavam no interior da casa-grande e alteravam as relações sociais e culturais, criando um novo modo de vida no século XVI. As relações de poder, a vida doméstica e sexual, os negócios e a religiosidade forjavam, no dia-a-dia, a base da sociedade brasileira.

Os portugueses davam uma contribuição criativa ao novo mundo através da produção de açúcar. E implantavam um sistema econômico que aprenderam com os mouros durante a ocupação da Península Ibérica. Essa contribuição criativa é que diferenciava o português do holandês e do francês, que para cá traziam apenas aperfeiçoamentos tecnocráticos.

Na sociedade escravocrata e latifundiária que se formava, os valores culturais e sociais se misturavam à revelia de brancos e negros. Sua convivência diária favorecia o intercâmbio de culturas e gerava sadismos e vícios, que influenciavam a formação do caráter do brasileiro. A escravatura degradava senhores e escravos.

Em 1984, numa de suas últimas entrevistas, o escritor Gilberto Freyre resumia o seu pensamento sobre a situação presente do negro, lembrando o abolicionista pernambucano Joaquim Nabuco: "O problema é que a abolição da escravatura, embora tenha sido fato notável na história da formação brasileira, foi muito incompleta." Com a abolição, os problemas do negro estariam apenas começando. O negro livre deixou as fazendas e os engenhos e foi inchar as periferias das cidades. Abandonado, constituiu-se num sub-brasileiro.

Capitulo I

A organização econômica e civil da sociedade brasileira deu-se depois de um século de contato entre os portugueses e os trópicos. Foi no Brasil que se comprovou a aptidão portuguesa para a vida tropical, somadas a uma base agrícola, à escravidão, à estabilidade patriarcal da família e a união do português com a índia, fatos que se incorporaram à cultura econômica e social dos europeus.

A influência africana e moura veio, nos punhos portugueses, abrir caminho entre a floresta densa e terminou por misturar-se ao índio nativo, resultando num reinado europeu onde o governo era, antes de tudo, africano.

As características portuguesas estavam carregadas da bicontinentalidade gerada do contato entre europeus, africanos e mouros, não permitindo – segundo o Conde Hermann de Keyserling – identificar um tipo físico unificado. Os elementos observados por ele eram dos mais diversos e opostos, vivendo no que lhe pareceu “união profunda”. Em comparação ao europeu castelhano, podia-se dizer que o caráter português era “vago impreciso”, de arrojos súbitos, resultante da combinação das raças, culturas, crenças, costumes e tradições que formaram as características portuguesas. Porém sobressaem a cultura africana e européia, compondo um dualismo de cultura e raça.

O encontro dessas culturas tão diferentes alternava-se em equilíbrio e hostilidade, característica atual da sociedade brasileira, igualmente equilibrada no início e antagônica na atualidade.

A mobilidade e a miscibilidade foram os principais segredos das vitórias portuguesas, pelas quais se explica o fato de um povo tão restrito em contingente ter se espalhado tanto e a tão grandes distâncias. A miscibilidade, mais do que a mobilidade, foi o processo pelo qual os portugueses compensaram a deficiência em massa ou volume humano para colonizar em grande escala sobre áreas extensíssimas.

A aclimatabilidade também foi fator determinante do sucesso português. O chamado “clima português” de Martone, único na Europa, é um clima aproximado do africano. Contudo, a miscigenação destes com os índios e negros, impede cientificamente de definir as dificuldades e facilidades dessa aclimatabilidade, por não haver um exemplar exclusivamente europeu que possibilite tal averiguação.

Ao contrário de outros europeus, os Portugueses tiveram grande sucesso ao colonizar o Brasil, pois se adaptaram de forma rápida e sem muita dificuldade em relação ao clima, solo e socialização com os nativos. Freyre afirma que os Portugueses não encontraram tanta dificuldade, por que, as condições físicas e os nutrientes da nova terra eram semelhantes ao da terra pátria.

Antes da colonização portuguesa, o único interesse na nova terra era o da exploração comercial e das extrações das riquezas aqui encontrada, fato este que não é distante da nossa atual realidade, onde outras nações querem apropriar-se de terras do solo brasileiro, como a Amazônia, por exemplo.

O fato da colonização particular promoveu a miscigenação entre os povos, a agricultura latifundiária, criando assim as grandes colônias agrícolas e com elas a Casa Grande e os engenhos. Fazendo do Brasil um grande exportador de produtos como o açúcar, o café entre outros. Por tanto o povo Português, na visão de Freyre, foi realmente o mais preparado para colonizar o Brasil, por já ter uma experiência com os povos africanos.

Gilberto Freire analisa as relações raciais no Brasil pela perspectiva de uma realidade na qual os conflitos se harmonizam, sendo o sexo e a religião importantes terrenos em que se teria dado uma aproximação do branco europeu com o negro africano e com o índio. O autor atribuiu ao negro, principalmente ao doméstico, o papel de co-civilizador da sociedade brasileira.

Para Gilberto Freire, a partir de 1532 a colonização portuguesa no Brasil caracteriza-se pelo domínio quase exclusivo da família rural ou semi-rural. O autor defende a colonização a partir de uma sociedade agrária e mão-de-obra escrava. A família é desde o século XVI o grande fator colonizador no Brasil. Pois para o autor a colonização por individuo quase não deixou traço na plástica economia do Brasil.

Costuma-se dizer que o Brasil é o que é por causa de sua colonização, isto é, que só vieram os que não prestavam para cá. Pois em Portugal era costume usar a mão-de-obra de presos homicidas ou ladrões. Era estreitíssimo o critério que ainda nos séculos XV e XVI orientava entre os portugueses a jurisprudência criminal. A lei mandava tirar a língua pelo pescoço a queimar vivos os que desacreditavam de Deus ou dirigiam textos a Deus ou aos Santos. Eram degredados pra os ermos da África ou da América. Mas pelos crimes de assassinato, estupro ou delinqüência não ficavam sujeitos a penas maiores que a de pagar por multa uma galinha.

Os criminosos vindos para o Brasil foram numerosos, esses indivíduos que foram expatriados para cá por irregularidades ou excessos na sua vida sexual, também foram atraídos pelas possibilidades de uma vida livre, em meio a muitas mulheres nuas, aqui se encontravam. Ademais disso, o português trazia consigo toda experiência acumulada durante o século XV, na Ásia e na África. Entre tais experiências, o conhecimento da plantação.

Todos esses elementos e vantagens viriam favorecer entre nós a colonização, que na América portuguesa, como nas colônias de proprietários dos ingleses da América do norte repousaria sobre a instituição da família escravocrata; da casa-grande. Pois o africano faz parte dessa elite; não haveria família patriarcal sem escravos.

Pela presencia de um tão forte elemento ponderador como a família rural é que a colonização portuguesa do Brasil tomou desde cedo o rumo e aspectos sociais to diversos. É verdade que muitos dos colonos que aqui se tornaram grandes proprietários rurais não tinham pela terra nenhum amor nem gosto pela sua cultura.

Para os portugueses o ideal não teria sido uma colônia de plantação, mas outra Índia. Aqui terra e homem estavam em estado bruto. Suas condições de cultura permitiam aos portugueses vantajoso intercurso comercial que reforçasse ou prolongasse o mantido por eles com o Oriente. Essa ausência de riqueza gerava a falta de base para uma organização puramente comercial. E isto os teria levado a se dedicarem à exploração agrícola.

Para as necessidades de alimentação foram-se cultivando de norte a sul, através dos primeiros séculos coloniais, quase que as mesmas plantas indígenas ou importadas. Noutros, um vivo colorido exótico a maior proximidade da África; e em Pernambuco, por ser o ponto mais próximo da Europa, conservando-se como equilíbrio entre as três influências: a indígena, a africana e a portuguesa. De modo geral, em toda a parte onde vingou a agricultura, dominou no Brasil escravocrata o latifúndio, sistema que viria privar a população colonial do suprimento equilibrado e constante de comida sadia e fresca.

É ilusão supor-se a sociedade colonial, na sua maioria, uma sociedade de gente bem-alimentada. Adversas ao trigo as condições de clima e de solo quase que só insistiram em cultivá-lo os padres de S. J. para o preparo de hóstias. E a farinha de mandioca usada em lugar do trigo abandona os plantadores de cana a sua cultura aos caboclos instáveis. Sobre o desenvolvimento físico e econômico das populações, temos que reconhecer ter sido o regime alimentar do brasileiro, dentro da organização agrária e escravocrata que em grande parte presidiu a nossa formação, dos mais deficientes e instáveis.

No caso da sociedade brasileira o que se deu foi acentuar-se, pela pressão de uma influência econômico-social –-a monocultura--- a diferença das fontes naturais de nutrição que a policultura teria talvez atenuado ou mesmo corrigido e suprido, através do esforço agrícola regular e sistemático. Na formação de nossa sociedade, o mau regime alimentar decorrente da monocultura, por um lado, e por outro de inadaptação ao clima, agiu sobre o desenvolvimento físico e sobre a eficiência econômica do brasileiro no mesmo mau sentido do clima deprimente e do solo quimicamente pobre.

E não só terá sido afetada pela má ou insuficiente alimentação a grande massa de gente livre, mas miserável, como também aqueles extremos da nossa população— as grandes famílias proprietárias e os escravos das senzalas. Por mais esquisito que pareça, faltavam à mesa da nossa aristocracia colonial legumes frescos, carne verde e leite. Daí certamente, muita das doenças do aparelho digestivo, comuns na época e por muito doutor caturra atributo aos “maus ares”.

É ainda no próprio Cardin que recolhemos este depoimento de um flagrante realismo: no Colégio da Bahia “nunca falta um copinho de vinho de Portugal, sem o qual se não sustenta bem a natureza por a terra ser desleixada e os mantimentos fracos”. País de Cocagne coisa nenhuma: terra de alimentação incerta e vida difícil é que foi o Brasil dos três séculos coloniais. A sombra da monocultura esterilizando tudo. Os grandes senhores rurais sempre endividados. As saúvas, as enchentes, as secas dificultando o grosso da população o suprimento de viveres.

No Pará no século XVII “as famílias de alguns homens nobres” não podem vir à cidade pelas festas de natal (1661)” por causa de suas filhas donzelas não terem que vestir para irem ouvir missa”.

A própria Salvador da Bahia,quando cidade dos vice-reis,habitada por muito ricaço português e da terra, cheia de fidalgos e de frades, notabilizou-se pela péssima e deficiente alimentação.

Má nos engenhos e péssima nas cidades: tal a alimentação da sociedade brasileira nos séculos XVI, XVII, XVIII. Nas cidades, péssima e escassa. O bispo de Tucumã, tendo visitado o Brasil no século XVII, observou que nas cidades “mandava comprar um frangão,quatro ovos e um peixe e nada lhe traziam, porque nada se achava na praça nem no açougue”; tinha que recorrer às casas particulares dos ricos. Como podemos perceber de acordo com o texto naquele tempo já havia a escassez de alimentos às pessoas, fato que ocorre ate os dias atuais onde as pessoas sofrem com a falta de alimento ocasionando de fato uma má alimentação o que é muito discutido no texto. As pessoas sofriam com a má condição dos alimentos onde, no caso, os melhores mantimentos ficavam com as pessoas ricas (nobres) onde desfavorecia o resto da população.

A forma organizada de educar dos Jesuítas foi primordial na contribuição da catequese da população colonial, já que a mesma era facilmente lapidada pela moral, ética social dos Jesuítas. Essa forma educacional imposta pelos Jesuítas era transferida da mesma forma que lhes foi dada e a mesma só foi possível por uma fiscalização que havia em canto do grande território colonial. Na colônia brasileira não houve uma preocupação em manter as raças, haja vista, que o Brasil viveu exposto a estrangeiros (outras culturas, raças, opiniões políticas), na verdade o que importava era que o povo colonial fosse de religião católica, assim, poderiam receber sesmarias, nem mesmo a saúde havia importância, o importante era ser cristão.

O sistema religioso pregado e imposto pelos Jesuítas, o bem estar político, a forma de cultura agrícola podem ter influenciado para que os colonos se conservassem unidos e dentro do parentesco da sociedade, asseguradas pelas tendências e pelos processos da colonização portuguesa: regionalista, mas não separatista; unionista no melhor sentido, no que justamente coincidia com os interesses da catequese católica, assim, com o catolicismo se conseguia tudo: prestígio, terras, poder e até mesmo um bom casamento.

Já no mecanismo de administração colonial basicamente feudal, houve um endurecimento para assegurar-se a união das capitanias entre si, conservando-as sob os mesmos provedores, o mesmo governo geral, o mesmo conselho ultramarino, a mesma mesa de consciência,mas separando-as no que diz respeito ao tratamento especial e diferencial que cada uma recebia da metrópole,assim visava impedir a consciência nacional que se opunha a regional, porém totalmente inevitável, mas mantendo a essência catolicista e a língua portuguesa,com o auxílio da geral de criação dos Jesuítas.

O clima sem variação colaborou para criar diferenças profundas no gênero de vida colonial, sem mudanças na qualidade física e nem química do solo, ou seja, sem estímulo ao desenvolvimento de duas sociedades totalmente antagônicas nos interesses econômicos e sociais no sentido de uniformização. A cana de açúcar foi cultivada igualmente nas províncias, teve como conseqüência uma sociedade e um gênero de vida de tendência aristocrata e escravocrata, por interesses econômicos semelhantes.

Na formação da nossa sociedade, o mau regime alimentar imposto pela monocultura e pela inadequação do clima e solo pobre, foi incisivo no desenvolvimento físico e de doenças, a mesma economia latifundiária e escravocrata que tornou possível o desenvolvimento econômico do Brasil por ser estável em relação às turbulências dos países visinhos.

Uma das influências mais importantes para o nosso país foi e tem sido a do africano, através de seus hábitos alimentares, pois sua alimentação é baseada principalmente em vegetais, muito melhor do que a refeição do homem branco.

Na maior parte do continente africano, a culinária baseia-se em saladas, mandioca e milho, e esta comida é dividida criteriosamente pelo chefe da família aos outros membros.

A alimentação do negro não era farta nos grandes engenhos dos senhores feudais, mas em compensação, nunca podia faltar, visto que o negro serviu de escravo (mão de obra) para as grandes lavouras daquela época. Mesmo com todas as dificuldades que os africanos sofreram durante o processo de nossa colonização, ele era uma das poucas classes de pessoas que se alimentavam utilizando uma dieta saudável, mesmo com um regime alimentar escasso e por isso parece que seus descendentes concentraram uma boa forma, além de terem uma beleza estonteante.

Roquette-Pinto publicou uma documentação sobre os caborés da Serra do Norte, no Brasil Central.Não havia um local na Amazônia em que não houvesse a mistura entre o sangue ameríndio, o híbrido de português com o índio ou africano. Escasseavam as mulheres da cor negra e os escravos tinham que recorrer “ao rapto das índias” ou caboclas de povoados mais próximos. E assim misturavam-se com as outras raças, dilapidando a sua origem pelas localidades amazônicas.

Entre o processo de miscigenação, ocorreu outro paralelo qual seja a sífilis, doença esta que deixou marcas grandiosas dentre a população da época colonial. Além de a má nutrição matar muitas pessoas, a sífilis surgiu também como forma de exterminação das pessoas. O que disseminava com facilidade dentro das senzalas era justamente a sífilis, e não permanecia apenas entre os escravos, mas também entre os brancos que mantinham relações sexuais com as negras. Muitos europeus que chegaram ao Brasil, foram passando sem quase deixar algum traço marcante nas manchas da nossa mestiçagem.

A primeira forma de colonização implantada no Brasil teria sido a de povoamento, pois o contato da população branca com os indígenas favoreceu o processo de mestiçagem e isto mais tarde facilitou a chegada mais tranqüila dos povoadores. Por isso muitos dos colonizadores só fizeram uma inserção no meio da população indígena.

Não eram somente os portugueses que se misturavam com os índios, mas também franceses e espanhóis, mas principalmente portugueses e franceses. A disseminação da sífilis entre os indígenas e os escravos, não parou apenas entre estes povos, chegando também nos franceses e nos portugueses que entravam em contato com a população contaminada.

Uma espécie de sadismo do branco e masoquismo da índia ou da negra predominou nas relações sexuais entres os europeus e as mulheres da nossa nação inicial. Moll salienta que a primeira manifestação dos impulsos sexuais na criança depende de influências externas do meio social. O sadismo e o masoquismo perpetuaram-se nas relações sociais entre as diversas raças que se misturaram em nosso país e por isso era freqüente a condição da mulher como submissa ao marido ou ao pai, ou o ciúme da mulher da Casa Grande com relação as escravas,ou ainda os senhores feudais que mandavam dar surras nos escravos. A cultura européia se pôs em contato com a indígena, amaciada pelo óleo da mediação africana.

Outra influência marcante para a colonização foi a cristianização realizada pelos jesuítas que foi de extrema importância na formação cultural da sociedade brasileira. Todas estas influências deram origem a miscigenação que até hoje perdura em nosso Brasil.

A obra de Gilberto Freyre é de suma importância na medida em que observamos em sua análise toda a formação de uma sociedade constituída em bases antagônicas, tanto em estrutura econômica, quanto cultural. Descrevendo os costumes e hábitos do povo brasileiro em sua formação, o que tornou os portugueses triunfantes em uma terra desconhecida, a atração sexual do branco pela índia e a miscigenação de três raças em condições sociais divergentes, e é nessa perspectiva que o primeiro capítulo de Casa-Grande e Senzala é retratado.

É uma obra que deveria ser lida em sua totalidade ou pelo menos resumida para se trabalhar em qualquer nível de escolaridade – é óbvio que nas séries iniciais, com o auxilio do professor para a melhor compreensão do aluno– porque a mesma proporcionaria ao educando uma percepção muito mais ampla da construção da nação brasileira que meramente decorar datas e fatos para uma avaliação no fim do bimestre. É de um ensino desinteressante como este que a história local busca afastar-se.

A história local apresenta-se como um meio para tornar o tempo e o espaço mais próximo do educando, contextualizando-o a fim de propiciar uma identificação entre o que se ensina e o que ele vivencia em sua comunidade, para assim formar um aluno crítico e questionador, capaz de intervir no processo ensino-aprendizagem ativamente, contribuindo para o amadurecimento de sua cidadania.

O objetivo desta história está em o professor oferecer as ferramentas necessárias ao aluno para que este amplie sua visão do mundo que o circunda. Afinal, quando o educando assimila a história que o construiu é mais fácil para ele desenvolver o estudo da história escolar, estendendo seus conhecimentos a outras comunidades, regiões, países, etc..

Contudo, ensinar a disciplina pela abordagem da história local significa desmitificar um ensino de simples memorização sistêmica de datas e fatos ocorridos para então, se chegar a formar um aluno participativo, crítico e investigativo da história de sua comunidade a partir de um contexto universal que deve ser alcançado com o direcionamento e estímulo do educador.

G.C.F. - UEPA

Gaby Faval
Enviado por Gaby Faval em 09/10/2013
Código do texto: T4518242
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