PREFÁCIO

PREFÁCIO

O amor é um dos sentimentos labirintos do coração humano . Muitos o tem definido mas, ai está realmente à prova de sua indefinição:plural de idéias. Se definido fosse, teria apenas uma. Tudo que tem plural , não tem definição . De fato , não é fácil tentar explicar o coração , já Pascal dizia : “O coração tem razões , que a própria razão ignora”.

O livro que estamos lendo , é justamente , o esforço de palavras para definir o amor.Portanto , é poesia , pois só na poesia é que realmente existe um esforço , esforço digo eu , por que toda arte é essa força que a gente faz o pensamento por inteiro e quando a gente passa para o papel sente-se que o mesmo sai fracionado . Por isso esforço , mesmo criação é sempre esforço de transmitir em frações o que nos aquece por inteiro.

Em “Vitrine do Coração” a autora manifesta antes de tudo , que é o amor é aquele sentimento que entra sem pedir licença no coração da gente , quando se vê , invadiu tudo , e como , e de que maneira , meu Deus : um verdadeiro ciclone !

Depois disso , certo ou errado , feliz ou não , recíproco ou não recíproco , o que nos resta é cantar ... cantar nosso canto de proclamação não importa que uma vez o ritmo seja mais um salmo de dor do que uma satisfação de alegria .

E vemos então , a autora , com curso superior , não apenas com mentalidade de universidade , mas , universitária e curso superior no destino da vida , bacharel no sofrimento , manifestar o que sente ou que lhe faz sentir amor. É lindo seu batismo de amor para com todas as pessoas , não há mágoas nem ressentimentos para ninguém.Depois , vai dizendo no “Sumário” o que é e o que é o outro ser. “Se houvesse” aquela compreensão entre os homens , a autora faz o seu protesto contra um mundo em desencanto , para depois se tornar apóstola da esperança , em “Ilusão” e Ausência.

Enfim , num mundo desbotado e sombrio , “Vitrine do Coração” abre novos horizontes , aos que amam , aos que sofrem por amor , todos entretanto ,se encontrando no desencontro , do desencontro do mundo.

Isto me parece o que há de lindo em tudo isso: amor com sofrimento mas , cantado , pois amor sem sofrimento , parece que não existe , e esse canto é justamente o que se ouve em “Vitrine do Coração”.

Dr.Prof. Clóvis Pinto da Silveira

PUC – CAMPUS II

URUGUAIANA RS