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A Religião faz diferença, sim

"Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro odiou a mim "
(Jesus Cristo: João 15,18)

"Quem se declara por Cristo será odiado por sua causa. O motivo é simples: na esteira do Mestre, o cristão denuncia a idolatria - do poder, do sexo, da riqueza, do próprio eu -e descobre os sepulcros. Portanto não pode deixar de suscitar ira e vingança. "
(Ferdinando Castelli S.J., "A literatura cristã como testemunho", revista "Cultura e Fé", Porto Alegre, janeiro- março de 1996, n. 72)


Tenho constatado muitos ataques virulentos e até sistemáticos contra a Religião e a Fé, notadamente contra a Igreja Católica, inclusive aqui no Recanto. Uma das ideias defendidas é que tanto faz ter ou não ter religião e que há muitos ateus excelentes e muitos cristãos hipócritas e canalhas.
Ora, não deixa de ser verdade porém há uma diferença, muitos são cristãos de fachada ou de estatística, estão no materialismo prático, ou seja, não se dizem ateus mas vivem como se Deus não existisse. De um mau cristão se pode dizer que está traindo a religião cristã. De um mau ateu não se pode dizer que trai o ateísmo porque este não se ocupa com leis morais, mas com a negação de Deus e da vida espiritual.
Entre nossos irmãos ateus há pessoas muito boas sem dúvida por causa da consciência moral que Deus implantou em cada um de nós. Mas nenhum ateu chega a ser santo no sentido restrito da palavra (prática das virtudes cristãs em grau heróico) porque nem sequer acredita em santidade, portanto não a busca.
Longe de nós condenarmos ou julgarmos nossos irmãos ateus. Quem julga é Deus, inclusive Ele julga também aos cristãos. Nós apenas ponderamos, propomos. Entretanto é fato que nós rezamos por nossos irmãos ateus e os nossos irmãos ateus não rezam por nós, já que não acreditam na oração.
Ora, os fatos demonstram que faz diferença ter uma religião quando se leva isso a sério. Vou me referir somente a um caso mas haveria milhões que evidentemente não há tempo nem espaço para levantar e narrar.
Na Paris do início do século 20 um casal muito jovem e em séria crise existencial procurou em desespero de causa o pensador católico León Bloy. Os dois jovens haviam feito pacto de suicídio, pois não encontravam um sentido para a vida. Bloy teve sabedoria bastante para convence-los da riqueza e veracidade da mensagem de Cristo. Eles desistiram do suicídio.
Eram Jacques e Raissa Maritain, que se tornaram dois grandes missionários católicos, autores de muitos livros.
Eles não se mataram graças á religião.
E como eu disse, isso não é fato isolado. Faz diferença ter religião.
Miguel Carqueija
Enviado por Miguel Carqueija em 24/02/2021
Código do texto: T7192040
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Miguel Carqueija
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 72 anos
3879 textos (290766 leituras)
60 e-livros (6051 leituras)
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Miguel Carqueija