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A MAD DONNA DO PEDAÇO (Vazio: Nada Fica Da Ação)

A MAD DONNA DO PEDAÇO
(Vazio: Nada Fica Da Ação)

Nenhuma reza, nenhuma oração poderá salvar
A ti e àqueles que contigo continuarão. Nunca
Quiseste um lar, mas apenas um lugar onde
Conseguisses fazer vítimas: confiaste nela, na
Inocência cega dos filhos, na fraca pessoa dele
Do mar ido  que servil para alimentar elas, tu,
E as tuas astutas misérias. Agias sempre com
Deliberada nadificação. Negavas ao extremo
A existência do livre arbítrio, dele, dos filhos
Teu zelo para com o café da manhã, a ração
O almoço, o jantar. Quando solteira miraste
A presa certa para as presas de teu escárnio
De teu veneno. Igual mosca varejeira levaste
Ao altar um pobre diabo, o qual sabias todo
Dia como manipular. Como se amor tivesses
Por ele. Quando tudo que tinhas para lhe dar
Era tua ira comezinha e o cozinhar com tua
Cozinha. Uma grande família era teu ideal
Através do qual, igual bruxa do mal, tu o
Pescaste pelo aparelho digestivo, ele, pai de
Teus filhos. Com razão e sensibilidade delas,
De rinhas, como se fossem todos teus cativos
Criavas escravos ao invés de uma família de
Indivíduos que deverias ter amado. Afinal
Raiz é para isso: crescer enquanto árvore, se
Possível haste e arte do Paraíso. Para te eram
Fardos que deverias trabalhar. Servos criados
Para serviçais. Focada em manter a metáfora
De uma sociedade que fazia te doer, sentir
Teus calos no calcanhar de Aquiles de tua
Alma mais profundamente compro metida
Com as coisas de ficções perdidas em tua
Memória de misérias infantis. Quanta coisa
Imunda como se preciosidades elas fossem
Guardaste no baú de tua infelicidade. Nada
Em ti lembrava humana idade. Tua real
Idade te fazia parir nenês, bebês os quais
Achavas lindos quando nascessem de tuas
Entranhas férteis em insana idade. Criaste
A todos, à dezena, como se fossem coisas
Apenas tralhas pequenas que não ousariam
Crescer jamais, porque tu não permitirias
Filiação de netos não faltariam bisnagas,
Frutas e legumes alimentariam suas carnes
Vivas. A feira e o mercado velho sempre
Estariam no mesmo lugar. O Tempo, ele
Se encarregaria de fonecer respostas, sim
Pq confiavas num amanhã sem essência
Que não fosse a produzida por teu coração
De pedra. Ele vivia a realidade: mágoas e
Aflição que revelava tua imensa demência
Nunca tinhas tempo ou disposição para me
Ouvir. Eu que gostava tanto de ti. Surgiu
Daí, desse modelo padrão tropicalista de
Família, uma educação para malandrins
Políticos velhacos, ladravazes do colarinho
Branco, amantes da branca inspiração. Eles
Reluzem nos salões e gabinetes onde poder
De comando, comunicação e controle dela,
Sociedade, produziu os carrega dores de
Vícios, os aviãozinhos de drogas, cômicos
Comícios a vender covarde mente ele, o
Ilusionismo mais capacho que separa a
Praça dos Poderes, Ilha ilhada e filha de
Tua mediocridade. Que fizeste acontecer
Como se fosse extensão de tua famiglia.

(P. S: Nadificação: todas as estruturas mentais
associadas à consciência convergem em
direção ao nada primeiro dessa consciência).


Decio Goodnews
Enviado por Decio Goodnews em 14/02/2021
Reeditado em 17/02/2021
Código do texto: T7183969
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Decio Goodnews
São Paulo - São Paulo - Brasil
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