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A LÉSBICA PERVERSA QUE ME PARIU

A LÉSBICA PERVERSA QUE ME PARIU

Que pode fazer o feto para se defender da alma
Da psique que o prende no útero de Pandora???
Ele nasce totalmente entregue aos cuidados dela
Funde-se sem saber à ela antropofagia materna
Ela devora com intensa idade a natureza tênue
Que gesta em sua urna de anciãs mediocridades
Seu sentir torto, sua percepção pestilenta, salaz
Por demais viciada em seu mundo contaminado
Pela milenar ignorânca. Suas miséras coletadas
Ao longo de vidas miseráveis, subterrâeas, nela
Na tumba dos éons geológicos das macumbas
Cada unidade de tempo desaguou na atual era
Da com junção carnal Kaly-Yuga. Espíritos
Oferecidos, encarnados em cadáveres errantes
Caminham nas cidades como se vivos fossem
Atados aos laços maternos, seduzidos na cela
De segurança máxima de seus corpos tortos
Fizeram deles o pacto com o inferno sedutor
A mágica maternidade os jogou no lixo das
Metrópoles que fazem pulsar o coração Ahh
O âmago satânico da simpatia pelo demônio
Do Ter. As vitrines decoradas com as ofertas
De sedução. O silencioso sonho obscuro dela
Da mãe que balança o berço e afaga a criança
No leito de Procusto. Anjos e santos veem ela
A genitora das mercadorias, balançar o berço
Das crianças adultas resignadas à rotina vaga
De vagar em busca das ofertas black-friday
Nessa real idade todo dia é sexta-feira treze
E as dez mil imperfeições tão ditas humanas
Revelam-se: conflitos, discórdias, disputas
Pululam como se estivessem fora da visão
E do conhecimento distante dos olhos bem
Em frente da vista. O desejo carceireiro dela
Da azáfama que prende às garras temerárias
Os filhos dançam no grande ritual da ampla
Prostituição. Os big-brothers mostram todos
Os hábitos e costumagens que se acumulam
Na programa ação da Terceira Margem do
Rio… A perversa idade lésbica da genitora
Agora velha e a reclamar da militância dela
Que anseia por nada mais que uma saudade
Que pudesse libertá-la da descendência real
De seus ancestrais feios, sujos e malvados
Fantasmas saídos do sepulcro caiado do dia
Aparentemente vivo na luta por acumular
Drogas e ilusões.
Decio Goodnews
Enviado por Decio Goodnews em 27/01/2021
Reeditado em 27/01/2021
Código do texto: T7169707
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Decio Goodnews
São Paulo - São Paulo - Brasil
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