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A ansiedade e eu

1:22 da manhã.
Acordei com uma terrível dor no dente do siso, chamada de dor no nervo trigêmeo. A dor foi alucinante.
Coração acelerado, boca seca, suor frio, pernas trêmulas.
Não, a dor não provocou nada disso.
A ansiedade sim.
Sem saber o que fazer, tomei um analgésico, coloquei as mãos na boca, acordei meu companheiro e rezei...
Ele viu meus olhos vidrados, o Pânico e o desespero estampando meu rosto enquanto perguntei: não vou morrer né amor? Me diz que não vou morrer!
Mediante ao abraço dele, consegui respirar. Não, não estava sequer respirando... Os músicos do meu corpo estavam completamente contraídos.
Não piscava, não me movia.
O Panico e a Ansiedade se apossaram de mim naquele momento.
Em minha cabeça, aquela dor iria me matar. Nada nem ninguém no mundo poderiam me salvar. Doia o rosto, os ouvidos, a cabeça, a boca e o coração.
Doia o vazio sem explicação.
A angústia sem motivo aparente.
Doia. Apenas doia tudo.
Por um momento pensei que se de fato tivesse que ir embora naquele momento, ao menos não teria mais o que temer.

... Os minutos passaram...
Aconchegada naquele abraço, fechei os olhos e pedi a Deus que me tirasse daquilo, pedi, implorei ...
Uma hora depois, a dor dissipou.
Uma hora e meia depois parei de tremer, voltei a falar, os olhos abriam e fechavam com naturalidade.
Duas horas depois voltei a mim...
Eram quatro horas da manhã, quando fomos para cozinha passar um café...
O dia já amanhecia quando conseguimos enfim, adormecer...

Sim, eu já sabia que as crises poderiam voltar... Mas nunca temi.
Não imaginava que uma dor ainda que fortíssima me levasse a níveis tão altos de ansiedade e panico.
Nunca pensei passar por esse pesadelo novamente.
Mas penso que vou vencer, mais uma vez.
W Cass
Enviado por W Cass em 02/07/2019
Código do texto: T6686900
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
W Cass
Arujá - São Paulo - Brasil
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