VEREDICTO
Um rato aloprado afugentou o gato pelo cão fatalmente lesionado. Veio o galo arbitral mediar o conflito, para o qual a galinha de lado, atentamente, protegia a lei entre as asas.
A plateia em plenário, passivamente assistia ao debate, no qual uma jibóia arguia em retórica.
Reunido o Conselho de Sentença, os jurados, em confusão com a verborragia forense, confundiram os quesitos.
Lido o veredicto, deu-se por encerrada a sessão após a sentença absolutória sustentada pela tese da imaterialidade do fato, ou negativa de autoria.
Do que se deduz: se não houve prova, subjetivamente não houve autor do fato, que, objetivamente existiu. Logo, se não houve autor, não houve crime, embora o fato objetivamente tenha acontecido.
* Um texto sem pretensões. Apenas pra relaxar. Mas espero que a Marta não o leia.
Um rato aloprado afugentou o gato pelo cão fatalmente lesionado. Veio o galo arbitral mediar o conflito, para o qual a galinha de lado, atentamente, protegia a lei entre as asas.
A plateia em plenário, passivamente assistia ao debate, no qual uma jibóia arguia em retórica.
Reunido o Conselho de Sentença, os jurados, em confusão com a verborragia forense, confundiram os quesitos.
Lido o veredicto, deu-se por encerrada a sessão após a sentença absolutória sustentada pela tese da imaterialidade do fato, ou negativa de autoria.
Do que se deduz: se não houve prova, subjetivamente não houve autor do fato, que, objetivamente existiu. Logo, se não houve autor, não houve crime, embora o fato objetivamente tenha acontecido.
* Um texto sem pretensões. Apenas pra relaxar. Mas espero que a Marta não o leia.