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Fogo e Paixão!

     Desde quando herdei da minha mãe um terreno enorme, eu tenho a vontade de cavar um túnel com uma galeria de escadas com salões de 2 em 2 metros até encontrar algum minério valioso, ou quem sabe petróleo.

     Contratei um engenheiro, que me disse que aquilo seria muita loucura, mas afinal acabou concordando em fazer o túnel, afinal eu estava pagando. A construção começou contando com salas de 4x4 metros de largura por 2 metros de altura em cada nível abaixo do solo. Todas as salas contavam com uma forte laje de concreto armado e 5 colunas de 50cm x 50cm de largura, sendo quatro em cada uma das quinas e uma coluna central. No quinto nível, o ar foi ficando escasso e a temperatura começou a ficar tão alta e o ar tão denso, que um sistema de ventilação e refrigeração se tornou necessário, encarecendo a obra muito além do que eu previa.

     Quando as máquinas estavam escavando o sexto nível, os funcionários da obra encontraram uma enorme bolha de ar, o que provocou uma explosão tão grande e forte que quase derrubou a estrutura do quinto nível, rachando algumas colunas e lajes, o que tornou perigosíssimo continuar a escavação. A equipe de resgate do Corpo de Bombeiros resgatou todos os funcionários. Infelizmente, nem todos com vida: dois escavadores morreram na explosão. Eu estava saindo de dentro do complexo de túneis e quando estava passando do quarto para o terceiro nível, um grito me chamou a atenção! Parecia uma mulher gritando ao longe:

- SOCOOOOORROOOOOO!

A princípio eu pensei que fosse fruto da minha imaginação, ou que o grito poderia vir da superfície, haja vista não haver mulher entre os funcionários. De repente eu escutei o grito outra vez:

- SOCOOORROOO! Eu não consigo sair daqui!

Em seguida, um choro de mulher! Estranhamente, os gritos pareciam vir de baixo, o que me fez descer os níveis, e fui percebendo que os gritos estavam cada vez mais perto. Apesar da explosão, o sistema de ventilação e refrigeração ainda funcionavam, o que me permitiu ir até o sexto nível, o que era risco de morte por conta de, no sexto nível, não haver ainda nenhuma coluna ou laje que garantissem a minha vida contra um desabamento. Ao chegar ao local dos gritos, eu vi o que parecia ser uma mulher morena de 1,75m de altura, magra e com o olhar desesperado, estava com o tórax preso à uma fenda estreita, aberta pela explosão. Quando cheguei perto, vi seus dentes afiados como os de um vampiro, cabelos pretos olhos de réptil, uma beleza feminina sem igual e o olhar desesperado dela enquanto aquela criatura tentava em vão sair dali. Ela estava trajando uma minissaia verde escura e uma blusa feminina decotada azul-claro. A me ver, ela me disse:

- Por favor, me ajuda! Eu faço o que você quiser!

Sem dizer nada, peguei a minha picareta e comecei a escavar em volta dela. Ela me olhava com olhos arregalados, certamente com medo de mim. Mas conforme eu fui cavando sem atingi-la, o olhar dela foi acalmando. Quando consegui libertá-la, ela me abraçou e aos prantos me disse:

- Obrigada! Devo minha vida a você! Agora eu vou fazer o que você quiser!

Encantado por aquela beleza incomum, embora um pouco assustado ao ver os pontiagudos dentes e a pele esverdeada da moça em questão, eu disse:

- Então deixa me experimentar o teu beijo.

Ela me beijou de língua. O beijo mais quente (em todos os sentidos) que eu já havia experimentado na vida. Ela me olhou sorridente com seus olhos de réptil e disse:

- Só isso?

- Bom, eu, ééé...

Então ela chegou no meu ouvido e disse baixinho:

- Pede logo um pouco de sexo! Eu sei que você quer!

- Sim, claro! Eu quero muito!

Fizemos sexo ali mesmo, durante os 20 minutos mais deliciosos da minha vida. De repente, o túnel começou a ruir. Instintivamente, eu corri pra cima e disse a ela:

- Vem comigo!

- Não posso! Lá em cima, eu morreria de frio! Corre pra se salvar! Eu vou dar um jeito de te encontrar!

- Ta legal!

Corri ao máximo que pude e vi o sexto nível desabar! Continuei correndo e chegando ao quarto nível, vi o quinto nível desabar! Fui correndo até chegar na superfície. Ao chegar lá, a luz intensa do sol me incomodava, entrei em casa procurando a sombra das cortinas, fui fechando cada uma delas até o quarto. Fui ao banheiro todo suado e cansado pelo sexo e pela correria escada acima. Eu estava fedendo de suor. A faxineira, que por sua vez estava limpando o banheiro, quando me viu, deu uma risadinha e disse:

- O passarinho vai fugir.

Só então eu vi que saí tão assustado e apressado de cima daquela mulher que nem deu tempo de guardar o “dito-cujo”. Então, eu disse:

- Pois é, agora libera aí que eu preciso de um banho.

- Já terminei patrão, eu já estava saindo.

Tirei as roupas, joguei no cesto de roupas sujas e a água fria do chuveiro me deu um choque térmico tão grande que eu pulei pra fora o Box na hora! Reduzi a água do chuveiro até ficar bem quente e tomei um banho tirando toda a sujeira daquelas escavações. Só então eu percebi que a pele do meu órgão urinário estava escurecida, como se tivesse sido queimada ou coisa assim. Lavei-o bem lavado e mesmo assim, aquele escurecimento não saía de jeito nenhum. Deitei-me na cama e apesar de ser só 5 horas da tarde, dormi até o outro dia. Sonhei com ela, com o beijo quente dela, com o sexo incrível dela. Sim, eu estava apaixonado por aquela criatura humanóide sem nem saber quem ou o quê ela era. Na manhã seguinte, exatamente às 8:12h da manhã, meu celular recebe um sms do número 000-000-000. Pensei que fosse um número internacional. Abri e vi a mensagem: “Estou viva e estou bem. Eu também adorei o sexo contigo, meu herói. Eu entendo que sou apaixonante, mas somos de mundos diferentes. No teu mundo eu morreria de frio, no meu mundo você morreria de calor. Repare que para chegar perto de onde eu e os da minha espécie vivemos, foi necessário para você e os da tua espécie colocarem um sistema de refrigeração no túnel, pois sem este, o calor os mataria. É uma pena, meu herói que não podemos continuar o nosso tão curto romance. Apaixonei-me por você, pela tua gentileza, pelo teu beijo, pelo teu sexo, mas isso é algo que eu tenho que superar. Muito obrigada por tudo, meu herói. Beijos apaixonados. Silviane.”

Se eu já estava apaixonado, aquela mensagem dela me deixou mais apaixonado ainda e ao mesmo tempo intrigado. Afinal, como ela sabia o número do meu celular? Então o nome dela é Silviane. Um pouco incomum, porém um belo nome.

     Tomei o meu diário banho matinal e fui na padaria da esquina tomar o meu café. Tudo naquele dia parecia lindo, maravilhoso, perfeito. Eu estava feliz como há muito tempo eu não ficava. Porém, Silviane não saía da minha mente. Tomei o café imaginando ela do meu lado, fui trabalhar imaginando ela no meu carro e se despedindo quando entrei na fábrica, onde sou auxiliar de produção. No final daquele dia, a minha curiosidade me cutucou: Afinal, Silviane seria uma demônia? Será que eu descobri um caminho até o inferno? Será que tudo o que eu sempre pensei que fosse estória pra boi dormir no fim das contas era real? Se não era então o que era Silviane? Uma reptiliana? Lembrei-me ao chegar em casa do beijo quente daquela mulher linda com seus assustadores, porém apaixonantes dentes afiados e suas unhas negras e pontudas como as de um gato passando pelas minhas costas enquanto ela me abraçava, encostando o seu quentíssimo tórax no meu. Fiz o costumeiro lanchinho da noite, escovei os dentes, tomei meu banho noturno e fui dormir.

Naquela noite, sonhei com Silviane. Sonhei que estava com ela na cama fazendo sexo de todas as formas possíveis e imagináveis e que dormi agarradinho com ela. O sonho foi tão real que eu até estranhei o fato de ter acordado sozinho e meia hora mais cedo. Aquela paixão estava se tornando obsessão! Eu não conseguia pensar em outra coisa senão nela o dia todo. No fim daquela sexta-feira, eu pensei: “Silviane! A MINHA Silviane! Tenho que reencontrá-la a qualquer custo!”

     No dia seguinte, às 8:00 da manhã em ponto, telefonei para os engenheiros e mandei reunir todos os empregados envolvidos na obra original. O Engenheiro chefe foi categórico em dizer:

- Você viu o que aconteceu, não viu? Tudo o que nós encontramos foi aquela maldita bolha de ar, que no fim das contas matou duas pessoas! Fora outras quatro que ficaram feridas. Eu não vou fazer esta loucura outra vez! Procura outro pra fazê-lo.

Desesperado de paixão, fui pessoalmente tentar escavar o nível cinco outra vez. Mas quanto mais eu escavava, mais terra caía tapando tudo o que eu escavasse. Eu não tinha a técnica daqueles caras! Eu precisava de profissionais. Ainda assim, tirei vários carrinhos de mão cheios de terra, trabalhei até escurecer. Eu não estava acostumado com este tipo de trabalho, então, assim que escureceu, devia ser umas 6:00 da tarde, tomei meu banho, pois estava fedendo de suor como nunca e caí na cama tão exausto que só acordei com o forte calor da luz do sol do dia seguinte. Pensei: “Ainda bem que é domingo.”

Tomei meu banho matinal, bebi um café e como era horário de almoço, troquei meu tradicional pão com manteiga por um sanduíche de carne. Fiquei na janela do meu quarto, olhando para a entrada do túnel analisando o que fazer para chegar à Silviane.

De repente, alguém bateu na porta. Fui atender e uma mulher vestida com vários gorros, um por cima do outro, vários casacos, um por cima do outro e várias calças de moletom uma por dentro da outra, entrou rápido e disse:

- Fecha rápido! Esse frio vai me congelar!

Fechei a porta rapidamente e quase não acreditei no que vi. Silviane estava ali na minha frente, se encheu de agasalhos e arriscou a vida pra vir me ver. Eu a abracei e disse:

- Amor da minha vida! Que bom te ver!

- Vem comigo que eu tive uma idéia genial!

- Como você chegou aqui?

- Pelo túnel. Nós também temos engenheiros e escavadores.

Desci com ela pelo túnel abaixo. O calor foi aumentando e ela foi tirando os casacos e calças e me entregando pra eu levar pra ela. O sistema de refrigeração estava desativado, então no quarto nível, onde ela estava com duas calças de moletom e dois casacos, eu disse à ela:

- Silviane, o calor aqui ta ficando forte demais pra mim, não vou conseguir descer mais do que isso sem ligar o sistema de refrigeração.

Ela sorriu e disse:

- Eu estava procurando justamente isso! Um ponto neste caminho da qual nós pudéssemos nos encontrar sem você sofrer muito com o calor nem eu sofrer muito com o frio.

Então ela tirou os dois casacos, fez cara de espanto e os colocou de volta dizendo:

- Caramba! Não sei como você aquenta!

Eu a abracei a beijei e depois de um demorado e apaixonado beijo, ela foi tirando a calça pra fazermos sexo.
Depois do sexo, um pouco mais de beijos. Combinamos de nos ver naquele mesmo nível do túnel, às 6:20h que era quando eu voltava do trabalho. Quando voltei pra casa, muito suado pelo calor, percebi que o fortíssimo calor do túnel já não me incomodava mais. O tempo passou rápido e com o decorrer de alguns meses, eu já estava tão acostumado com a altíssima temperatura e o ar rarefeito, que poderia ir até o quinto nível sem problemas, pra ela ficar mais confortável. Ela também vinha sem casacos ou gorros o que denotava que ela também havia se acostumado com a temperatura que pra ela era muito baixa. O túnel agora tinha portas com fechaduras, tanto do meu lado, quanto do lado dela, onde no quinto nível tínhamos a nossa cama, um banheiro pra ela voltar de banho tomado pra casa, um pequeno armário no banheiro com material de limpeza e um guarda-roupa no quarto com algumas roupas minhas e dela. O nosso ninho de amor. Por várias vezes, dormi agarradinho com ela e acordei de manhã passando em casa só pra tomar banho e ir trabalhar, afinal um banho no túnel não adiantaria coisa alguma, pois eu chegaria à superfície todo suado. Dormir com ela no túnel se tornou um hábito diário.

Depois de aproximadamente dois anos “casado” com aquela estranha, porém apaixonante mulher, eu já estava tão acostumado com o calor do túnel que a temperatura da superfície me incomodava a ponto de eu ir trabalhar com casacos, luvas, meias grossas e gorro, mesmo no verão. Sem que eu percebesse, a minha temperatura corporal diminuiu a ponto de eu entrar no sexto nível sem problemas e com o tempo eu comecei a ficar curioso pra saber como era o mundo subterrâneo, o mundo de onde viera a minha amada Silviane.

Quando contei à ela sobre a minha idéia de conhecer o mundo subterrâneo, ela levou um susto! Arregalou os olhos e disse:

- Não! Você não pode ir lá embaixo!

- Mas eu já estou me acostumando com a temperatura.

- O problema não é esse! É que o meu povo costuma...

Nesse momento ela tapou o rosto com a mão direita. Eu perguntei:

- Costuma o quê, amorzinho. Fala. Você não precisa ter medo de mim, eu te amo!

- Eu sei que você me ama. E é justamente por isso que eu quero te proteger. Você é tão gentil e romântico. Um cara tão parceiro e legal que eu simplesmente não posso deixar você ir lá. Você não viveria um dia. Acredite em mim.

Nesse momento ela me abraçou e aos prantos disse:

- Acredita em mim, meu amor. Eu te quero vivo! Você não pode ir lá, NÃO PODE! Promete que vai fazer isso por mim? Promete por favor que vai resistir à curiosidade de conhecer o meu mundo e evitar a todo o custo atravessar aquela porta?

Ao ver o desespero nos olhos reptilianos dela, eu respondi:

- Eu prometo, meu amor.

Então ela colocou o dedo indicador da mão direita sobre os meus lábios e disse:

- Jura pela tua alma.

- Tá bom, eu juro pela minha alma que eu não vou passar por aquela porta.

Silviane sorriu aliviada e disse:

- Hoje eu tô pensando em fazer um sacrificiozinho de dormir contigo lá na tua casa.

- Ótimo, minha linda! Vamos lá.

- Espera eu colocar meus casacos, calças de moletom e gorros primeiro, né?

- Claro.

Assim que chegamos perto da minha casa, um estranho homem de dois metros de altura estava na porta, usando um casaco grosso, um chapéu do estilo vaqueiro, calças jeans e botinas de couro e óculos escuros, ele disse revelando seus dentes pontiagudos:

- Então é aqui que o namoradinho da minha irmãzinha mora?

Visivelmente assustada, Silviane se colocou na minha frente com os braços abertos e disse:

- Não ouse chegar perto dele, Marco Aurélio!

O sujeito sorriu e disse:

- Calma maninha. Tudo a seu tempo. Por hora eu só quero apertar a mão dele.

Silviane respondeu:

- Se encostar a mão nele, você será um reptiliano morto! Eu garanto!

- Então tá. Depois eu conheço ele melhor.

Marco Aurélio desapareceu como em um passe de mágica. Silviane disse em tom autoritário e firme:

- Vamos entrar de uma vez e tranca a casa todinha!

Entramos e assim que eu tranquei a porta com todas as fechaduras, ela disse:

- Amor! Eu tenho que te contar uma coisa que há muito tempo eu estava guardando por medo de te perder.
Nesse momento, ela começou a chorar e disse:

- Meu lindo, por favor, não confunda as coisas. Por favor, ouça o que eu vou te dizer até o final antes de tirar conclusões precipitadas sobre mim, você me promete?

- Prometo.

- Garante?

- Garanto.

Ela sentou-se no meu sofá e disse:

- Então, senta aqui do meu ladinho e ouça com bastante atenção a cada detalhe. Você já ouviu falar em vampiros, certo?

- Então você é uma vampira?

- Não. NÃO! Vampiros não existem!

- Então o que exatamente você é? Não precisa ficar com medo, minha flor. Eu te amo e seja o que você for, eu continuarei te amando. Eu prometo. Só responde a minha pergunta, que eu tô morrendo de curiosidade desde quando nos conhecemos.

Aliviada ao ver que o amor dele por ela era mais forte do que ela imaginava, Silviane continuou a explicação:

- Ai, que bom, meu amor! Então olha só, quando começaram a aparecer todas aquelas estórias sobre vampiros, na verdade eram reptilianos. Nós reptilianos somo criaturas intra-terrestres, ou seja, vivemos em um mundo subterrâneo, onde a temperatura é muito maior e o ar é muito mais denso. Por conta disso, nós reptilianos temos a densidade muscular e óssea muito maior do que a dos humanos. Por isso, aqui na superfície, adquirimos força e velocidade muito maior do que as de um humano. Assim como os humanos, também comemos carne e vegetais. Do mesmo jeito que os humanos matam certos animais como porcos, bois, frangos para comer a carne, nós também o fazemos. Porém, alguns reptilianos agem de forma anti-ética matando humanos para comer. Mas a maioria de nós não faz isso, só os que gostam de agir na ilegalidade, pois temos, assim como os humanos, um governo e leis que proíbem a caça de humanos e o roubo de carne pertencente a humanos. Nós criamos os nossos próprios animais pra isso, mas alguns por terem o orgulho idiota e imbecil de demonstrar poder sobre a humanidade, gostam de matar humanos pra comer. Eles fazem isso escondido, tanto de vocês quanto do nosso Governo, pois quando são descobertos por nossos governantes, são presos e severamente punidos.

- E por que você não denuncia o teu irmão?

- Porque embora ele seja um criminoso devorador de humanos, ele é um amor de pessoa. Só que por ciúme bobo de irmão, ele não quer que eu namore com ninguém. Ele sempre dá um jeitinho de me separar de qualquer pessoa que eu namore. E do jeito que ele sorriu pra você, ele certamente viu a oportunidade perfeita de me tirar mais um namorado, só que desta vez devorando ele.

- Putz! E como eu faço pra me defender dele então? Aquele negócio de ‘balas de prata’ funciona?

Ela me abraçou e disse:

- Não! Por favor! Não mate o meu irmão!

Então ela começou a chorar e disse:

- Eu não vou conseguir amar um homem que mate o meu querido irmão. Ai, meu amado. Parece que o nosso namoro vai ter que chegar ao fim. Ou um de vocês vai acabar morrendo e eu vou ficar arrasada se um de vocês morrer. Eu tenho tanto amor de mulher por você, quanto eu tenho amor de irmã pelo Marco Aurélio, você entende, meu herói?

Abaixei a cabeça e respondi:

- Entendo minha linda.

Então ela de despediu e foi embora.

E desde aquele dia eu nunca mais vi a minha linda Silviane...

E passei sozinho, solteiro e apaixonado por ela o resto dos meus dias....

FIM
Eduard de Bruyn
Enviado por Eduard de Bruyn em 11/09/2019
Código do texto: T6742500
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Sobre o autor
Eduard de Bruyn
Teresópolis - Rio de Janeiro - Brasil, 44 anos
34 textos (2914 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/09/19 19:47)
Eduard de Bruyn