POEMA DE OLHAR CAMPESINO

Em noites, olhava daquela janela

O matagal onde os espinheiros

Mostravam selvagens galhos

Hoje, não mais olho por ela

Pois me faz lembrar vespeiros

Cruéis entre seus esgalhos

A vespa, mesmo sendo bela

Ataca e invade os celeiros

Entrando por rombos falhos

Por não ter luz, acendo uma vela

Do relógio, olho os ponteiros

E nas portas, só bagos de alhos

Roberto Armorizzi
Enviado por Roberto Armorizzi em 30/03/2025
Reeditado em 30/03/2025
Código do texto: T8297561
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