POEMA DE OLHAR CAMPESINO
Em noites, olhava daquela janela
O matagal onde os espinheiros
Mostravam selvagens galhos
Hoje, não mais olho por ela
Pois me faz lembrar vespeiros
Cruéis entre seus esgalhos
A vespa, mesmo sendo bela
Ataca e invade os celeiros
Entrando por rombos falhos
Por não ter luz, acendo uma vela
Do relógio, olho os ponteiros
E nas portas, só bagos de alhos