Esperança

Esperança, cedo morrer, morres lenta, lenta acabas.
Como a escuma sobre a areia, como boca não tocada.
Ondas rompes em meu peito, tempestade sedentária.
Como dormes em meu peito, esperança inacabada!

Esperando segue o dia, escuro dia, noite amada;
Longe paira uma alegria sem destino nem morada;
Sopra o vento teus anelos (quero entre os dedos guardá-la);
Somem suaves como o vento em sua imensidão nublada.

Como dormes entre as horas, como giras qual criança!
Giras no meu peito obscuro sem um sopro de bonança.
Horas que passam e voltam em meus olhos (ressonânça)
vão bastando de saudades os meus restos de esperança.

(24/05/94 - Parauapebas/PA, 03h00)
Gaby Faval
Enviado por Gaby Faval em 10/07/2020
Código do texto: T7002083
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