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A dor da pancada

A cadeira azul parecia flutuar
de tanta leveza que o momento exibia...
Logo adiante a cabine do carro, recarregava
sua carga de beijos, abraços e fantasias...

A moça elegante e bonita, no vestido
azul claro, comportado e sensual,
já começava o ritual, deguste dos poemas,
vivendo cada verso no ritmo conhecido...

Ali era o céu... O meu amor era o seu...
Repleta de si mesma, desejos meus,
não economizando no estoque dos beijos,
reverenciava a pele com suavidade...

Sentou, graciosamente, e pensou silente:
‘Nunca vou esquecer’; cada verso me faz assim...
E ajeitou o vestido, cuidadosamente...
A viagem começava...o carro recarregava,,,

O ‘bom dia’ no olhar lânguido
e o beijo suave, sombra do ‘eu te amo’ ,
sempre iniciava seus carinhos
e abençoava suas preces, ajoelhada...

O meio-sorriso, consentia, suponho,
os olhares molhados e os cheiros...
A chuva de amor incendiava primeiro
a cama e o como daqueles sonhos...

A cadeira azul não se repetia e a moça
se inquietava a cada novo verso...
Ela não sabia se era mais fantasia
ou realidade tudo aquilo que ela vivia...
Eligio Moura
Enviado por Eligio Moura em 16/04/2020
Reeditado em 16/04/2020
Código do texto: T6918647
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Eligio Moura
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Eligio Moura