Pesadelo febril

Corro em sombras, meus pés afundam na carne quente do chão febril. Mãos estendidas, formas turvas, vozes rangendo num tom sutil.

O ar pesa, a pele arde, gritos secos me fazem tremer.

O tempo escorre, distorcido, não há como retroceder.

E quando o abismo, em fogo se abre, engolindo o que restou de mim, penso: o pior de tudo não é cair… é saber que isso tem um fim.

Betaldi
Enviado por Betaldi em 30/03/2025
Código do texto: T8298115
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