Pesadelo febril
Corro em sombras, meus pés afundam na carne quente do chão febril. Mãos estendidas, formas turvas, vozes rangendo num tom sutil.
O ar pesa, a pele arde, gritos secos me fazem tremer.
O tempo escorre, distorcido, não há como retroceder.
E quando o abismo, em fogo se abre, engolindo o que restou de mim, penso: o pior de tudo não é cair… é saber que isso tem um fim.