Semeadura
No domingo, com um ar meio desolado, mas vestida com um sorriso, sigo firme e forte.
Não economizo risos, gentileza, disposição e charme.
Muito charme, minha gente.
É a maturidade que vem aos poucos, em conta-gotas diárias.
Aprendemos com as marcas na pele das cercas de arame e com as doces tardes na rede, no quintal da casa de Vó.
Equilibro, minha gente.
Nem muito, nem pouco.
A dose certa, prescrita pelo Doutor que mora no céu azul.
E nessa jornada, percebemos que a vida é rica nas suas pequenas e simples grandezas: contemplar a luz do sol, que adentra pela fresta da janela do quarto, sussurrando ao seu ouvido; "Levanta e vem viver".
Segue, irmão.
Segue, irmã.
Vai enfrentando as dores da caminhada e transformando-as em oração.
Vai juntando as bênçãos diárias e se enche de gratidão.
Lembre-se de que, nessa caminhada, é preciso ser humilde, como as flores do jardim e os pássaros no céu.
Deus gosta disso!