Aridez

Esses dias de verão lentos e tediosos

Onde vejo a cidade pelas vidraças

Nesta tarde de primavera indefinida

Onde inexistem as estações

É só um torrão de solidão, aridez, secura

As nossas sombras crescem nas calçadas lá fora

Bate um sol a pino, implacável e cruel

Só se sabe que mudou a quadra

Pelos ipês brancos, roxos e amarelos

Que florescem, mas não trazem alegria

Tudo parece chegar ao ápice da exaustão

Nessa planície cinzenta e destituída de suavidade

Apenas um calor abrasador, um tempo seco

E uma sensação de vacuidade, que não passa

No âmago do cerrado, uma cigarra canta

Desesperada, como se quisesse antecipar

A chuva que não chega, a refrescar a terra

E trazer vida à planície árida e seca

Labareda
Enviado por Labareda em 30/03/2025
Código do texto: T8297924
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