PLATÔNICA

Te conheci numa tarde tépida, cheiro de terra molhada

lá fora uma chuva ...chuvarada

olhos de mirtilos maduros adornando o fogo em teus cabelos

um sorriso , contagio inebriante

minha face acalorada

teu jeito ...meu peito

em profusão

mãos , toda anatomia estagnada...

foi amor a primeira vista ou um turbilhão no coração ..só a brincar ...

trançar minha alma

em cruel falta de respeito?

ou vultuosa chama?

fazer o que...se foi assim ... eu estou tão cansada ...enfim...

me apego em pedaços , me farto

em regaços

que zombam de mim

sentimento que grudou, colou na mente

não traz nada...só dor

me desatina os dias ...indecente

me comisera as noites

se enrosca afoita

em meus confins...de amor

minha sensibilidade permite ...insiste

que sonhos loucos invadam teus espaços

arrebentem artérias , laços

Emaranhada teia

tu enredastes em mim

é de ti meu cálice vadio

são poucas gotas , néctar doce

fluem do teu corpo...borboletas

do meu estômago é que elas querem fugir?

quando te vejo ... é assim...

perco postura, arrebanho espadas

gritam gargantas num quase suspiro

entrecortado , machucado nestas letras

Annah Mary
Enviado por Annah Mary em 30/03/2025
Código do texto: T8297841
Classificação de conteúdo: seguro