ESCOMBROS

Inúmeras vezes, o mundo desabou,

mas sigo emergindo dos escombros.

Sempre descubro que o fim

ainda não é o fim.

Novos arranhões, escoriações,

já desisti de contar as cicatrizes.

Apenas remendo os cortes

e deixo o sangue jorrar.

O mundo sempre acabando,

no céu, há sempre temporal,

o sol nunca brilha.

Uso escudo, lanço flechas,

ocupada demais em sobreviver.

Pobre de mim,

perecendo nesse deserto,

sem nenhum amor por perto.

Depois de tantos naufrágios,

perdi o medo de nadar.

Após tantas guerras,

adquiri a resiliência

de tentar mais uma vez.

Não sei ao certo o futuro,

mas estou cada vez mais perto de chegar.

E, por enquanto,

uma esperança me basta.

Josih Romano
Enviado por Josih Romano em 29/03/2025
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