Amanheceu ...

Como nos últimos meses,

a chuva cai intensa sobre nosso telhado,

lavando quintais, abrigando aves do vendaval.

No ar, a leveza da terra molhada,

o cheiro forte do couro encharcado,

Do nosso pisado no tempo, marcado.

contrastando com o frescor das folhas,

orvalhadas, dançantes ao vento,

anunciando Boas Novas—vida que segue.

Madrugadas tênues, ouço, cânticos de anjos,

um novo ressoar ecoa nos céus, são banjos

cúmulos nimbos desenham presságios,

águas descem, lavam, purificam adágios.

sussurram renascimentos, florescências.

Neste tempo de remanso, volto para dentro de mim,

onde o passado repousa como sombra distante, sim.

Vestígio de memórias, ecos de um ontem findo.

E no tempo que se anuncia, vem nova maré.

Vem com ela solitude, e a calma alenta a fé,

caminhamos, cada um por si, Deus por todos,