O último a sair fecha a porta
Era uma casa cheia, com várias pessoas
Cada uma delas era como uma parte de mim
Como pequenas torres, a minha segurança
Eu tinha com quem contar, portos seguros
Mal sabia eu que era uma linda ilusão
E cada uma delas foram indo embora
Alguns pela morte, outros pela distância
Uma parte por traição, outros por escolha
Até o número passou a minguar e minguar
A ponto de ir faltando tanto pedaços
Pensava se iria sobrar alguém para contar
E a tão conhecida solidão batia à porta
Desesperada, pedi eu para muitos: fique
Tentei falar, para alguns até supliquei
Até que em dado momento, eu cansei
Se a solidão e não ter ninguém era o destino
Que seja esse destino aceito e sacramentado
Chega de insistir para que fiquem, saiam
Quem quer estar, está. Aceito o que vier
O último a sair fecha a porta por favor