EU EU MEU TAMBORIM
Bendito seja o dia
em que a alegria me convocou...
Graças a Deus eu estava "in loco"
quando aquele bloco na rua passou!
Eu não tinha nem meus dez completos...
Mas o meu papo reto já me emancipou!
Sol se pondo; o samba redondo
sugeria estrondos quando outros graves
num só grave grandão estrondou!
Sabe aquelas malacachetas
que seriam capazes de acordar o planeta?
Chique-chique, repilique,
outro ganzá, mais pandeiro, mais agogô...!
Se alguém saía, muito mais gente vinha
na hora em que a cozinha
da outra roda se formou!
“Na caixinha o cavaco alguém pluga?”...
Lá se foi a madruga, mas o Samba ficou!
Malandro, Mulher, Comida, Bebida, A Vida...
Cuíca, reco-reco; os inimigos do fim...
Hoje eu fecho; mas também abro boteco
com o “telecoteco” do meu tamborim!