O pretérito do futuro
Estou no meio entre um antepassado colonizador que invadiu terras alheias, massacrou nativos, poluiu os rios, destruiu faunas e maltratou animais... E um destino otimista do agroveneno, carvão mineral e uma torcida carvoeira. Observo o futuro preso num smartfone, alheia a minha pergunta. – Você gosta de poesia? O que é isso? Ela responde-me devolvendo a interrogação. Alimento-me da gastronomia que nega o orgânico, mas fica angustiada com a doença da futura geração, que alheia olha o smartfone...