"Eterna Primavera"

"Eterna Primavera"

Vivo como se a vida fosse uma eterna primavera,

onde cada aurora é um botão a desabrochar,

onde os ventos, em sopros de brisa sincera,

trazem promessas que o tempo não há de apagar.

Vejo as cores dançarem no céu da existência,

misturando esperança aos tons de ilusão,

e, na terra fértil da minha consciência,

florescem desejos em cada estação.

Sou rio que corre sem medo do leito,

bebendo do orvalho que a vida derrama,

e, mesmo se a sorte desviar-me do jeito,

sou pétala viva que nunca se inflama.

Os dias me vestem de luz e ternura,

sou semente que insiste em querer renascer,

pois sei que, no ventre da própria amargura,

a vida se curva e volta a florescer.

Não temo o inverno, tampouco as tardias sombras,

pois, dentro de mim, o sol nunca some,

e, mesmo em silêncios e noites profundas,

guardo perfumes que o tempo não consome.

Meu peito é um jardim de rosas sem medo,

crescendo ao compasso de cada estação,

e, mesmo que a vida me dite um segredo,

desvendo-o em versos e contemplação.

Na dança do tempo, sou brisa e sou flor,

sou sonho que insiste e não se desfaz,

e, mesmo que a vida me traga a dor,

regarei meus passos com calma e paz.

Vivo, enfim, como quem não se desespera,

pois sei que a alma, onde quer que vá,

há de florir em eterna primavera,

mesmo quando a estação se despedir em todo sentir.

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Rô Montano__________ ✍

Rô Montano
Enviado por Rô Montano em 24/03/2025
Código do texto: T8293452
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