O maior pregador da humanidade

O maior pregador da humanidade não apenas anunciou a verdade, mas foi a própria Verdade encarnada. Suas palavras trouxeram esperança aos aflitos, cura aos enfermos e luz aos que andavam nas trevas. Ele ensinou sobre o amor, não apenas com discursos, mas com gestos que tocavam o mais profundo da alma humana. Sua voz ecoou nas praças, nos montes e junto aos pecadores, trazendo uma mensagem que revolucionaria a história.

Entretanto, em um mundo que muitas vezes rejeita a luz, Ele foi traído, humilhado e condenado sem culpa. O Justo foi tratado como criminoso. O Santo foi contado entre os transgressores. Suas mãos, que antes curavam os doentes, foram perfuradas pelos cravos. Seus pés, que haviam caminhado para levar boas-novas, foram atravessados pelo madeiro da injustiça. Sua fronte, coroada não de glória humana, mas de espinhos, carregava a dor de uma humanidade ingrata.

Aquele que poderia ter chamado legiões de anjos escolheu o silêncio do sacrifício. Em sua última pregação, não usou parábolas, nem discursos eloquentes. Pregado na cruz, Ele falou através do amor supremo. Seu sofrimento era o preço da redenção. Seu sangue, a tinta da nova aliança. Seu último suspiro, o início da esperança.

E ali, suspenso entre o céu e a terra, Ele venceu. Venceu o pecado, venceu a morte, venceu o ódio com o amor. A cruz, símbolo de vergonha, tornou-se símbolo de salvação. Porque o maior pregador da humanidade não apenas foi pregado na cruz sem merecer, mas ressuscitou para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Isael o Clérigo
Enviado por Isael o Clérigo em 23/03/2025
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