Existência líquida
E tudo o que restou foi um retrato...
Um sonho distante demais para ser, de fato.
A falha do eter é que nem sempre avisa
Quando apresenta uma terna miragem.
Essa imagem de momento perfeito
De algum jeito parecia certa demais...
E embora a intuição avisasse para afastar,
Mais uma vez quisera duvidar dos sinais.
O mundo onírico dissipou em um rompante,
E a removeu daquele devaneio cativante:
O cavaleiro errante dos prados de areia
Desfez-se em breve onda de um revolto mar.
E agora precisa acostumar-se ao despertar
Onde não existem castelos e cavaleiros,
Ou príncipes altivos de essência pura
Neste mundo ferino, longe da bruma.