Existência líquida

E tudo o que restou foi um retrato...

Um sonho distante demais para ser, de fato.

A falha do eter é que nem sempre avisa

Quando apresenta uma terna miragem.

Essa imagem de momento perfeito

De algum jeito parecia certa demais...

E embora a intuição avisasse para afastar,

Mais uma vez quisera duvidar dos sinais.

O mundo onírico dissipou em um rompante,

E a removeu daquele devaneio cativante:

O cavaleiro errante dos prados de areia

Desfez-se em breve onda de um revolto mar.

E agora precisa acostumar-se ao despertar

Onde não existem castelos e cavaleiros,

Ou príncipes altivos de essência pura

Neste mundo ferino, longe da bruma.

Gisele de Andrade
Enviado por Gisele de Andrade em 23/03/2025
Código do texto: T8292058
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