Vitalidade humana
A esperança não é amiga da morte, mas talvez o fenecimento seja amiga da própria imagem criada na maioridade do som que não se prenuncia ao vento, mas na perdição de uma percepção que busca achar a chave do paraíso, onde o caminho que se busca alcançar devagar segue preso como quem quer saber de onde vem e para onde vai, sem deixar de ver o coração em seu momento de brilho. Esse brilho é na vida o que ela representa para todos que defende do doce sabor da fisiologia, sem deixar de desistir da tempestade que faz existir. Não querer sentir que inalam no beijo da salvação uma busca nas mãos entrelaçadas, o tocar nas nuvens com o pé no chão; a própria razão da meiguice; a semente do plantio que acalma o nevoeiro representativo se apresenta em bruma e representa a chave de uma ária absolutamente ligada na melodia cancioneira da ruína, que na obrigação se apresenta no ópio da alucinação tristonha dos temores nascido da solidão descompassada no desperdício da gloriosa virtude perdida no passado sonhado em tela. Quem não quer a imperfeição que bate a porta e feche nas paredes que ficaram para trás, sem volta, o grito supremo dos anjos, que junto com os santos adoenssem por falta de um encanto que protegia o amor disciplinado, na compaixão fortalecida, na coragem alheira do se jogar no precipício dos escolhidos. Parece cruel? Talvez, sim! Talvez não! Quem pode julgar? Alguém mais instruído no sono dos justos. Jamais as expressões em palavras serão amadas por pessoas que não esperam pelo amanhã que grita, que admite, que existe, que exige um sonho para se tirar as dúvidas de todos que ali estão em pensamento. Não ser professor de nada, mas ao mesmo tempo de tudo que se questiona, se debatem é querer ter em todos um sentido sórdido da realidade. De momento, eis o que se pode aprender quando crescer; ter idade será o início da maturidade que impõe a vivência, que inala o temor de grupos, que determinam se somos peões ou piões do jogo perdido no tempo, na solidão lembrada nos dias que se vão. O baile de questões nunca saí da mesma floresta iluminada por seus olhos verdes que voam no escuro do luzeiro, que brilha agora, sem promessa, sem prometeu, sem a inveja, sem princípios que não resultam em nada só na forma de escrever, na escravidão de planos escorridos pelos dedos, pelo leitor que não precisa de ordem para entender, mas de lógica para questionar, ser possível. Não há replay, não há volta, só o aproveitamento do momento e de cada conjectura da vitalidade humana...