Ócio

Temos aqueles momentos à toa. Ficamos desocupados, ociosos, conseguimos algumas vezes nos livrar das preocupações.

Bem, sou assim – tenho esse ritmo. Acho bom isso, a mente se solta, o coração também. Creio que você, amigo (a) leitor (a), tenha ouvido esta frase – ou ditado, provérbio, mais ou menos isso: Mente vazia é oficina do Diabo.

Sim, tem verdade nesse ditado.

No entanto faz-me bem ficar “desligado”, faz-me sim. Ficar em “off”. Penso várias coisas ao mesmo tempo.

Recordo o que passou de tempos antigos. Recordo ações recentes. Me relaxa a alma, o

emocional.

A fugacidade deste mundo, da vida. Que três dias atrás eu fiz isso, fiz aquilo, aquilo outro.

E, bem, é passado, ficou pra trás.

E os dias seguem, seguem – eles têm de ir em frente, não podem parar. Não.

Por vezes penso, dia chegará em que terei de partir, ir-me desta Terra.

Como tantos e tantos se foram.

Depois termina essa ociosidade, esses momentos. O tempo caminha, os segundos e minutos se encarregam de aniquilar essas minhas divagações.

Mente vazia é oficina do Capeta. Pode ser, mas não consigo deixar de ficar despreocupado por instantes. De permitir à mente, à alma, ao coração, esse relaxamento.

Essa meditação.

Momentos de pensar de tudo um pouco, coisas vãs, besteiras, coisas sérias.

Pensar sobre mim – sobre Deus.

Salatiel Hood
Enviado por Salatiel Hood em 13/11/2020
Código do texto: T7111092
Classificação de conteúdo: seguro