Rasgar a imensidão...quantos seculos  são necessários para desaprender das garras e libertar o ego dos porões mais secretos deste meu corpo galera e guilhotina? Pouso meu olhar sobre uma flor e sei que ela me olha mais fundo do que eu a ela. Somos seres do mesmo tempo buscando o eterno.Carrego o meu mistério sob o peso da insolitude. Essa insolitude que me ensina e me adensa na caminhada do próprio amor. Encontrar a lamparina acesa na própria alma é o maior espanto na solidão dos próprios rastros. E o amor próprio começa seu exercício dos primeiros passos para lentamente deixar nascer as asas e encetar o aprendizado do vôo! Oh criança tu és eternamente luz de ti própria se souberes ouvir-te e mesmo que o mundo tente apagar-te!


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