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Ele que não veio

Mas olha, nem sempre eu tive uma relação tão estreita com essa loucura interna toda. Mas é que, sabe, ele costumava beijar de forma mais macia; cortejando meu corpo como água potável em organismo confuso.
Em meu peito nascia flores, e tinha aqueles espinhos meio finos demais que nem se sente a dor.
Me lembro com tanto carinho o cheiro que ele tinha, sabe. Um peito largo, com pêlos aceitáveis, cheio de uma doçura hemorrágica demais pra estancar a sangria do humor mais leve, do carinho mais lindo.
Ele também sabia ser um tanto grosso nos toques, tinha uma relação de densidade e fugacidade.
Tem certos dias, principalmente quando chove, que imagino seu corpo peculiar... nesses dias costumo brincar.
É, menino. Estou de novo aqui, pequena e cansada. Quem sabe até bêbada.

Kaio M Cardoso
Enviado por Kaio M Cardoso em 23/07/2020
Código do texto: T7014021
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Kaio M Cardoso
Fortaleza - Ceará - Brasil, 21 anos
45 textos (907 leituras)
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Kaio M Cardoso