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Na escravatura do intocável

Tal qual poema inacabado, ficam os sorrisos impedidos pelas grades da tristeza. A tarde é de névoa, nas sutilezas com que o desamor empurra para os precipícios. São desarranjos da alma, tentar arrumações, quando na verdade, tem que se jogar tudo fora.
 
Hoje estou com saudades, nem sei exatamente do quê. Mas é que saudade e vazio é quase a mesma coisa. O intocável escraviza o olhar e o desejo. É chicote na epiderme do senti.
Escuto as senzalas em meu peito, pelos sofreres escuros sem alforria.
 
Espreito à tarde no lúdico dos ponteiros, contando as horas sobre o corpo dos algarismos romanos, encerrados no relógio de parede.
Até ouço os segundos sussurrarem rapidamente num tic-tac subsequente, tais quais minhas perdições, pelas andanças sem rumo, nas estradas desertas das magias que um dia sentir. São lampejos felizes, que se vão em seguida, com solfejos de canções em lágrimas.

Pela janela vejo o crepúsculo se fazer. Belíssimo, mas tão pequeno! E parece suicidar-se na boca da noite. Estrelas primeiras que cintilam, parecem olhares distantes acenando luzes que restaram de um sol maior.

Ausento-me de mim, quando me deixo no fim da tarde, apanhando saudades de um rosto com olhar margeado de um sorriso tão lindo!
E no porta- retrato da solitude, os contornos de um corpo feminino.
Fecho a janela. Sala vazia, um abraço de paredes.

Takinho


Belíssima interação do estimado Poeta Olavo
Agradeço imensamente.
Leiam o autor em sua página
https://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=176200


"Entre prosas e poesias
A gente cria uma canção
Entre tristezas e alegrias
A gente embala um coração."
 
POETA OLAVO


Interação preciosa do poeta Jacó Filho
Agradecido de coração. Leiam o poeta
https://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=29785

Pro sonho sem o alcance,
No nosso leilão da vida,
Dei meu peito e feridas,
Como um último lance...

Jacó Filho

Preciosíssima e linda interação da querida poetisa Ana Maria Brasiliense
Gratidão!
Leiam a poetisa em sua página maravilhosa.
https://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=12220

Na ausência de mim
deixo minh'alma gritar a saudade...
Dos beijos que não pude mais dar
Dos abraços apertados a me amparar
Daquele olhar rasgado a me olhar
E nessa tristeza, minh'alma chora saudade...
De mim!

Ana Maria Brasiliense
Takinho
Enviado por Takinho em 08/07/2020
Reeditado em 20/07/2020
Código do texto: T7000262
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Takinho
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 43 anos
319 textos (111296 leituras)
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Takinho