Prefácio
     Para livros do escritor Edson Mendes - 1
     Caro leitor, trata-se de poesia e faina. As duas são vistas de mãos dadas e dois formam um par. Então, o autor acrescenta a música e a dança. Saúda a liberdade e afaga a memória do filosofo Nietzsche que em solilóquio saúda: A arte e nada mais que a arte!
     – A cúmbia da liberdade não muda. Relaxe os pés, gire em pivôs, liberte os olhos, corra as páginas dessa joia em ouro engastada de pedras preciosas porque hoje é para sempre.
     Conheci Edson Mendes quase no adeus de 2017 em uma feira de livros em Porto de Galinhas/PE. Sem uma palavra me estendeu a mão e enquanto trocávamos o cumprimento, afirmei, é poeta!
     – Do Raso da Catarina, conhece?
     Só agora me confirma. Dispensa-me rasgar elogios à obra, o Prêmio Edmir Domingues, recebido da Academia Pernambucana de Letras. Entretanto, pela fartura e beleza, não me contenho e garimpo duas pepitas, deixando outras tantas para seu deleite, prezado leitor.
     O Nascimento dele em Paulo Afonso/BA arrasta o nosso olhar para estes dois versos. O tempo é este rio que nos contempla, O rio é esta lágrima que foge. O verbo contemplar assume dois significados: olhar para os que vivem as suas margens, fornecer a água e a energia para eles. A jazida metafórica se esconde no fundo rio, sem ele não haveria tempo, lágrima nem vida. Também se mostra filósofo quando diz. Chove lá fora, chove cá dentro, mas entre nós há um espaço deserto.
Ed Arruda