DENTRO DA TARDE QUIETA

Na tarde quieta e azul eu me perco a divagar.

Um sino começa a badalar.

A cada badalada molha o meu olhar.

Eu vim aqui passear.

A saudade estava a me matar.

Na tarde azul que já não está silenciosa o sino badala.

Meu coração balança.

Vejo-me de novo criança.

A correr...

A subir a escadaria.

Estou de novo naquele dia...

Naquele que alcancei a torre e deixei que meus olhos buscassem as campinas.

Estou em companhia das meninas...

Éramos tão sonhadoras, tão lindas...

Deus, que foi feito de nós por este mundo afora?

Tantas foram embora.

As que ficaram silenciaram.

E eu?

Estou aqui a buscar...

Quem diria que tão pouco ia sobrar.

SONIA DELSIN
Enviado por SONIA DELSIN em 09/10/2007
Reeditado em 25/03/2011
Código do texto: T687174
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