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Que pena, amor

Pena de tinteiro
Escrevendo poema
Pena que a gente se perde
Entre dezembro e janeiro
E fica repetindo o lema
Palavra que tem a cor verde
Pena de um anjo bom
De pássaro azul e amarelo
Pena que a gente sai do tom
E prega prego sem martelo
Pena não merecida
Atrevida mudando a sorte
Sina comprida
Com tantas cicatrizes e cortes
Profundos, rasos
Feridas indevidas
E sobre a mesa, o vaso
Restos de flores adormecidas
Pétalas em sobrevida
Vermelhas, tecidas, tingidas.
Meri Viero
Enviado por Meri Viero em 26/01/2020
Código do texto: T6851156
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Meri Viero
Guarapuava - Paraná - Brasil, 49 anos
1525 textos (48180 leituras)
5 áudios (313 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/04/21 11:06)
Meri Viero