As cicatrizes que ainda sagram

A cativa desgraçada

Permanece agachada

Sob golpes da chibata

Que lhe corta a carne

Deixando feridas abertas

E ela permanece calada

Para não acordar seu filhinho

Que dorme encolhido

Sobre o banco

No canto da senzala.

Oh, Meu Deus!

Ajude pra que eu volte

Para a terra de meus antepassados

O continente Africano.

Lá eles cantam em seus terreiros

Bem alegre, bem felizes

Não se vendem, não se trocam

Por quantias em dinheiro

O que causa me espanto

É quem persegue nós os cativos forasteiros

És um nego chamado feitor.

Ele também viera na mesma embarcação

Chamada de navio negreiro

Eternizada nos versos do Escritor.

Castro Alves. O poeta Brasileiro.

Budgo
Enviado por Budgo em 13/11/2019
Reeditado em 17/11/2019
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