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Outono

Descansava à toa, sentado no banco de uma praça
Admirando uma folha seca, do formato de um familiar não sei dizer
Enquanto deixava-me levar por inquietantes divagações
Inutilidades fundamentais ao momento
A quem encanta o outono?
Esse oportuno intruso
Nem tão vivo quanto o verão
Nem tão belo quanto a primavera
Nem tão acolhedor quanto o inverno
Talvez faltasse a vitalidade dos intrépidos aventureiros
Ou o frenesi dos casais apaixonados
Ou ainda a leveza das encantadoras pinturas naturais
De repente, como em um súbito e sublime sopro de vento
O questionamento cedeu a contemplação
E então percebi, enfim percebi
Talvez faltem só olhos atentos
E assim, imerso nessa plenitude
Me dei conta que o outono era minha estação favorita
Apenas por ser indispensável
E inconfundível
Como uma poesia à toa, no banco de uma praça
Ricardo Milek
Enviado por Ricardo Milek em 08/11/2019
Reeditado em 09/06/2020
Código do texto: T6790293
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Ricardo Milek
Castro - Paraná - Brasil, 19 anos
6 textos (179 leituras)
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Ricardo Milek