Mulher
Não era a poética desregrada que provocava a desaprovação de toda a sociedade, não, não era apenas isso!
O que as bocas pequenas mais falavam era do jeito de menina no corpo insaciável de mulher...
Isso era a devassidão de toda sua forma de viver.
Malditos sejam os grilhões hipócritas dessa sociedade senil e ultrapassada, que pejora toda a forma de prazer tácito e simples que uma mulher pode ter!
E por ordem minha agora, resolvo romper com todos os preconceitos baratos adquiridos mediante regras inventadas ou supostamente colocadas para que tenhamos algo a seguir para fazer parte do seleto grupo da sociedade de mulheres de bem.
Chega de bancar a santa de rabo entre as pernas, chega dessa putaria bastarda e barata!
Eu quero soltar o berro, urrar e gemer quando eu tiver prazer.
Ter espasmos de prazer...
Sou eu que tenho as regras e não voltarei mais a emudecer.
Quero sonhos amarelos de príncipes em castelos,
Mas quero me entregar livre e sem porquês.
Quero agora um toque quente, uma pegada firme e um amo você!