SEDE DE AMOR

SEDE DE AMOR

Sentes sede de amor

mas não sabes

encher a carência do teu oásis

amoroso,

com pétalas aguadas

desérticas.

Então andas a esmo

e hesitas no que procuras,

pois não sabes reter o tempo

em tuas ânsias

sentimentais, perdidas

na fonte da saudade,

quando amavas sob o cheio luar.

Teus passos trôpegos

seguem ociosos pela vereda

vã, sem que decidas

se queres viver a paixão

que te consomes como fogo,

ou se almejas a paz

que te esperas na aridez

do teu oásis amoroso.

Não há em ti sequer,

a esperança da água oásica

irrigando-te o coração seco,

se há muito não bebes

da água desértica que em ti,

é apenas miragem

amorosa dos teus desenganos.

Não sabes por onde segues

com os teus passos que se dissipam

como poeira no Saara;

por isso, não amenizas a tua

dor na vontade seca para amar;

que por enquanto, perdura

na intimidade do tempo,

sem tempo para te consolar.

E a tua sede de amor, se não a sacias,

pelo menos por alguns instantes

de tua presença peregrina,

no oásis onde podes

achar quem procuras para amar,

decerto irá perder-se

em tua poeira interior,

onde há muito tempo não combates

os teus desertos amorosos.

Escritor Adilson Fontoura

Adilson Fontoura
Enviado por Adilson Fontoura em 14/01/2018
Reeditado em 14/01/2018
Código do texto: T6225633
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