Olho me olhe
Acusação santa, daquelas que não vê a necessidade mas, possuí a indiferença.
Se acostumou em ser o mesmo sem fitar, besta do mundo, cavalo eterno, desembestadamente caminha sempre preso a si.
Hoje choro viciado em mim.
Procuro nos meus olhos baixos altura da dignidade.
No fundo, sei que virei um ator do mundo, espantalho do riso: preparo a felicidade e olho a tristeza que ninguém vê. Um comunicar apagado.
Os meus pelo que me olham não sabem. Eles são o motivo da minha beleza no mundo, pelo que muitos podem experimentar a geração sob vários aspectos, é ilimitadamente mágico. Algo espantoso! Corro para me esconder, chorar.
Se lavar, ter a alma lavada. Manter a cabeça pura de todo a dor do olho alheio que não vê, sequer tem dúvidas e faz doer tudo, intuído em si, tudo sabe, tudo define.
Se me fitarem buscando a razão ou a felicidade provavelmente a terão, pois, não nego convenções, mas, enquanto perdido, não posso mais me dar o prazer de privilegiar um mister qualquer, a não ser que o olho estenda o braço para além do próprio corpo.
- Basta!
Cansei desses olhos, dentes e do suposto bem que defendem sem fitar.