TEUS MISTÉRIOS ME CONSOMEM.

Teus mistérios me consomem não consigo atinar,

Como podes prosperar com tão pouco em teu favor,

Premissas do criador quem sou eu para discordar,

Não te vejo reclamar nem mesmo a falta de flores,

Para te alimentares neste mundo dos horrores,

Quando pousas em minhas mãos me acelera o coração,

Não me sinto merecedor da entrega do teu amor,

A este pecador cristão, mesmo assim sinto o prazer,

Da tua leve companhia e as coisas que me angustiam,

Tomam outras dimensões não desejo aos galardões,

De recursos amontoados quando tantos necessitados,

Não possuem nem o mínimo, este mundo está errado,

Desde os meus antepassados que se fala em correções,

E surgem novos ladrões diminuem os honestos,

Deixo aqui o meu protesto em nome do criador,

Que prolifere ao amor e seja minguada a ira,

E estas pessoas traíras se recolham ao seu canto,

Não mais disseminem o pranto a quem nada ainda lhes devem,

Não posso compreender que alguns nasçam para sofrer,

Enquanto outros só gozam e ainda por cima reprovam,

Os incômodos recebidos destas pessoas sofridas,

Que batem a sua porta pedindo um prato de comida.

LUSO POEMAS, 27/04/17