Novembro
Nessas noites que vão
o anoitecer gira com a lua.
E o céu estrelado
toda noite traz consigo
a imagem tua.
E o sol que vem depois
aquece o dia em data.
O cafe da manhã a dois
esfria-se as cinco,
bem em hora imediata.
Eu tento de esquecer
Mas doces lembranças
de novembro insiste
em aparecer.
Perfuram-me a ideia
a imagem de um riso.
E outras tantas que me vem
mesmo assim conciso.
De lembrar me basto.
De imaginar me farto.
De sonhar desato.
E assim termina o ato.