SANGUE NA PONTA DO DEDO

Vontade de soltar umas bombas, de dar uns tiros, matar algum canalha destes corruptos que frequentam as páginas de jornais. E mais:

Quebrar umas janelas, tacar fogo em algum templo, pisotear quem impera, meus tolos dias banais, vomitar seus defeitos em cadeias nacionais.

Quem dera marcar a fogo a ovelha tola indefesa, que nada sabendo grita e o grito é de certeza, Em Buda, em Jesus Cristo, em Maomé, em igreja.

Vontade de tudo acabar, por um fim, eis meu desejo. Depois, enfim, dorminhar e acordar amanhã cedo com sangue na ponta do dedo.

Com sangue na ponta do dedo...

Sérgio de Paula
Enviado por Sérgio de Paula em 11/08/2016
Reeditado em 14/12/2018
Código do texto: T5725282
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