Memórias do Campo
Eram nossas casas, muitas vezes paiol ou algo assim
semelhante.
Nas horas primeiras junto ao canto do galo
anunciavam mais um dia de lida campeira, a ordenha do gado, da lavoura e do campo.
Ainda pela manhã, um bom e fresco café com leite preparado pela vovó com opções de virado tropeiro e pão pra aguentar o tranco.
Para os mais velhos e o avô chibante, cuia e chimarrão fazem jus a tradição distante. Sobre a mesa ao lado e ao lado do fogão a lenha, o velho e robusto rádio à pilha, a noticiário se dava pelo rádio Pinga Fogo(go-go-go-go...), sob efeito com eco e som chiante.
No pasto,
uma paisagem de rara e sutil beleza, a geada sobre a relva e a findar a natureza em um só manto numa brancura de cristais.
Hoje, aos 29 anos, porém não possuo mais esta terra e voltar no tempo não mais poderei,
mas resta-me de bom grado o tempo que em mim ficou marcado e que, a feliz felicidade, era a jovialidade de ser apenas uma criança.