ERA ELA !
O CD chegou, um presente que trazia em si, além da coletânea musical dos anos 60 e príncipio dos 70, o carinho dos primos muito estimados.
Feliz com o presente, ela reservou um momento especial para ouví-lo. Sentou-se em sua varanda, em confortável poltrona. O dia se despedia, o sol se punha no horizonte, deixando rastros rosados no céu, que acanhado, tentava disfarçar seu constrangimento, por tingir-se de uma cor tão feminina.
Os pássaros ensaiavam seus últimos voos do dia, quando os primeiros acordes da música fez o cenário se modificar.
Um portal surgiu, e após ele, o salão de baile. Ela transpôs, o portal, e adentrou emocionada o lugar tão conhecido. Ali, os pares bailavam felizes.
A música, ah, a música! Tão conhecida e linda, enchia de notas delicadas todo espaço festivo.
Fascinada, ela olhava cada casal. Em alguns, reconhecia amigos nunca esquecidos. Olhou com mais cuidado, e lá estavam suas duas primas queridas, dançavam de rostos colados com seus amores.
De repente, ela se viu...era ela ! A jovem sonhadora, ingênua, de olhar brilhante. Um doce sorriso bailava por entre seus lábios levemente abertos. Feliz, ela dançava nos braços do seu amor.
Encantada, quis se aproximar um pouco mais, para ouvir o que segredavam, um para o outro. Porém notou, que não conseguia. Restou-lhe, observar o olhar de profundo amor, que derramava sobre a face do seu par, e tentar adivinhar o que sussurravam.
Naquela viagem, sabia que somente sua alma estava presente, e por isso não tinha como interagir fisicamente, somente os sentimentos inundados de emoção, escorriam pelos fios da alma.
Enquanto durou a coletânea musical, ela, ali permaneceu.
Deslumbrada com o momento, que estava vivendo, ou melhor, revivendo.
Quando a a coletânea findou, os dedos da realidade, estalaram.
Ela depertou. Ainda atordoada, abriu devagar os olhos físicos, e viu a lua, que se fazia magica, de tão bela, tinha um coroa dourada sobre seu brilho prateado.
Então, ela percebeu, que a noite, havia substituído o entardecer.
E pensou: Assim, como as fases da vida, que vão sendo substituídas. Mas, não esquecidas.
(Imagem: Lenapena- Ocaso visto da minha varanda)
O CD chegou, um presente que trazia em si, além da coletânea musical dos anos 60 e príncipio dos 70, o carinho dos primos muito estimados.
Feliz com o presente, ela reservou um momento especial para ouví-lo. Sentou-se em sua varanda, em confortável poltrona. O dia se despedia, o sol se punha no horizonte, deixando rastros rosados no céu, que acanhado, tentava disfarçar seu constrangimento, por tingir-se de uma cor tão feminina.
Os pássaros ensaiavam seus últimos voos do dia, quando os primeiros acordes da música fez o cenário se modificar.
Um portal surgiu, e após ele, o salão de baile. Ela transpôs, o portal, e adentrou emocionada o lugar tão conhecido. Ali, os pares bailavam felizes.
A música, ah, a música! Tão conhecida e linda, enchia de notas delicadas todo espaço festivo.
Fascinada, ela olhava cada casal. Em alguns, reconhecia amigos nunca esquecidos. Olhou com mais cuidado, e lá estavam suas duas primas queridas, dançavam de rostos colados com seus amores.
De repente, ela se viu...era ela ! A jovem sonhadora, ingênua, de olhar brilhante. Um doce sorriso bailava por entre seus lábios levemente abertos. Feliz, ela dançava nos braços do seu amor.
Encantada, quis se aproximar um pouco mais, para ouvir o que segredavam, um para o outro. Porém notou, que não conseguia. Restou-lhe, observar o olhar de profundo amor, que derramava sobre a face do seu par, e tentar adivinhar o que sussurravam.
Naquela viagem, sabia que somente sua alma estava presente, e por isso não tinha como interagir fisicamente, somente os sentimentos inundados de emoção, escorriam pelos fios da alma.
Enquanto durou a coletânea musical, ela, ali permaneceu.
Deslumbrada com o momento, que estava vivendo, ou melhor, revivendo.
Quando a a coletânea findou, os dedos da realidade, estalaram.
Ela depertou. Ainda atordoada, abriu devagar os olhos físicos, e viu a lua, que se fazia magica, de tão bela, tinha um coroa dourada sobre seu brilho prateado.
Então, ela percebeu, que a noite, havia substituído o entardecer.
E pensou: Assim, como as fases da vida, que vão sendo substituídas. Mas, não esquecidas.
(Imagem: Lenapena- Ocaso visto da minha varanda)