O som do balanço
Ouço o som do velho balanço roncar, enquanto floresço as dúvidas em cada parte dos meus sonhos, do lado de fora passo meus olhos pelas nuvens, chorando a chuva que setembro me deu.
Ouço o som das gotas no chão, agudo estourando meus ouvidos, ainda assim essa dor não se assemelha à tua partida, essa parte se parece comigo indo embora, molhado pelo som que escorre dos meus olhos.
Ouço o som do teu sorriso tristonho, fecho as portas pra ele não sair, essa tempestade de tua voz é tão vazia e espero sem sombra de paz, calado sentindo calafrios, tua fala escureceu minha voz.
Ouço o som do balanço pesado, minhas pernas não alcançam o chão, talvez as gotas cavaram o infinito, indo e voltando nessa solidão, estou preso a este abismo tão cheio e exausto de você, estou farto desta dor, apenas não consigo descer.