UM CIRCO EM MIM

Quando todos olhos para mim encerrados a luz tamabem se acende.

Deixando nao transparecer e revelar o que tem dentro mas uma casca superficial de alegria.

Uma tambor que disparado rufa em meu peito,

Um prato que tintila a cada respiraçao,

aplausos me ensurdece.

holofotes me ofuscam

Um movimento complexo ,meu corpo como de um contorcionista.

OS leoes em mim rugem famintos minha açao de doma-la torna-se inultil.

Uma pose ereta em um picadeiro com um olhar extasiado

Uma fina camada de maquiagem me submerge como um cair no mar aberto.

a lona que me cerca e limita meu espaço tambem me sufoca,me restringe.

A corda que me equilibra meus pes,é na verdade minha vida,sendo tombada por um lado e outro.

Um circo em mim habita sem mesmo perseber que estou sendo observado e o espetaculo se inicia e se acaba restando uma sensaçao que todos nao pagaram o ingresso.

Adriano Pinheiro
Enviado por Adriano Pinheiro em 30/03/2013
Reeditado em 04/04/2013
Código do texto: T4214833
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