São tudo gente comum. Que me causam uma extrema sensação de pertencimento. Olho eles nesses espelhos de sentimentos e me vejo nítido. Assim como eles são essa presença indubitável de minha nitidez.
Se demoro a vir, me acolhem. E se eu me quebrar em mil cacos, sei que me recolhem.
Sei que sem eles eu não teria a grata satisfação de me sentir gente comum, desprovido de estranhamentos, como sei que sou e sei que são. Desprovidos de estranhamentos e de enfrentamento, situados a meio caminho não percorrido entre a ação e a reação, entre o que se é e o que deveria ser, apartados de tudo aquilo que não seria nunca, não fosse ser assim o que se é tão sem ensaio e impostação, o que se é naturalmente, pela simples razão de ser, e sem razão nenhuma, por ser somente, por que importa ser.
Não padeço de reflexos e reflexões, não padeço de esquecimentos, nem de isolamentos, não padeço de pertencimento, quando a história já se fez a faltar uma parte minha resguardada num reservado lugar, um lugar no devido tempo, um pertencer a cada momento.
Se eu os amo tanto assim e não sei expressar não é porque padeça de entendimento, mas sim por esse amor ter razões que a própria razão desconhece. É por esse amor nos visitar as lembranças, de fazer-nos, mesmo não nos vendo já há algum tempo, às vezes, sempre nos reencontrarmos como se tivéssemos nos visto ainda ontem. Não há separação ou afastamento, não distância reconhecível, quando se está no mundo e sabe quem são os seus, pai, mãe, irmão, irmã, filhos, e filhos dos filhos, do irmão, da irmã.
Reconhecimento, um sentimento que seleciona rostos dentre tantos, uma vontade de saber onde se está, a mais grata satisfação de saber de onde é.
São eles todos que afirmam e justificam tudo o que sou. São eles, a existência deles, que explica tudo que não sou.
E são eles que me olham com este olhar de atravessar espelhos no tempo, refletindo na emoção das lembranças a sensação de reviver o que fica impregnado sutilmente nesses lugares num tempo que só a imaginação resgata.
E sempre essa sensação lírica da desnecessidade de compreender por que amo todos eles tanto assim. A emoção inexprimível e indecifrável que nos junta debaixo do mesmo teto, entre as mesmas quatro paredes, debaixo do mesmo céu, entre todas as mil paredes que cercam cada momento do que se junta para poder ser chamado de vida.
Se demoro a vir, me acolhem. E se eu me quebrar em mil cacos, sei que me recolhem.
Sei que sem eles eu não teria a grata satisfação de me sentir gente comum, desprovido de estranhamentos, como sei que sou e sei que são. Desprovidos de estranhamentos e de enfrentamento, situados a meio caminho não percorrido entre a ação e a reação, entre o que se é e o que deveria ser, apartados de tudo aquilo que não seria nunca, não fosse ser assim o que se é tão sem ensaio e impostação, o que se é naturalmente, pela simples razão de ser, e sem razão nenhuma, por ser somente, por que importa ser.
Não padeço de reflexos e reflexões, não padeço de esquecimentos, nem de isolamentos, não padeço de pertencimento, quando a história já se fez a faltar uma parte minha resguardada num reservado lugar, um lugar no devido tempo, um pertencer a cada momento.
Se eu os amo tanto assim e não sei expressar não é porque padeça de entendimento, mas sim por esse amor ter razões que a própria razão desconhece. É por esse amor nos visitar as lembranças, de fazer-nos, mesmo não nos vendo já há algum tempo, às vezes, sempre nos reencontrarmos como se tivéssemos nos visto ainda ontem. Não há separação ou afastamento, não distância reconhecível, quando se está no mundo e sabe quem são os seus, pai, mãe, irmão, irmã, filhos, e filhos dos filhos, do irmão, da irmã.
Reconhecimento, um sentimento que seleciona rostos dentre tantos, uma vontade de saber onde se está, a mais grata satisfação de saber de onde é.
São eles todos que afirmam e justificam tudo o que sou. São eles, a existência deles, que explica tudo que não sou.
E são eles que me olham com este olhar de atravessar espelhos no tempo, refletindo na emoção das lembranças a sensação de reviver o que fica impregnado sutilmente nesses lugares num tempo que só a imaginação resgata.
E sempre essa sensação lírica da desnecessidade de compreender por que amo todos eles tanto assim. A emoção inexprimível e indecifrável que nos junta debaixo do mesmo teto, entre as mesmas quatro paredes, debaixo do mesmo céu, entre todas as mil paredes que cercam cada momento do que se junta para poder ser chamado de vida.